Nubank dribla calotes, dá mais empréstimos e ações sobem mais de 10%
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Em meio a níveis recordes de inadimplência e de comprometimento de renda no Brasil, o Nubank conseguiu reduzir o risco de sua carteira, mesmo aumentando os empréstimos. A estratégia surpreendeu positivamente o mercado e levou as açoes do banco a dispararem mais de 10% nesta sexta-feira (14).
No período, o Nubank teve um ganho recorde com empréstimos, medido pela margem financeira líquida, que subiu de 9,5% para 12,4% em três meses, após as provisões com perdas. Ou seja, o banco lucrou 12,4% líquido sobre todo o dinheiro emprestado.
Segundo a instituição, a melhora veio pela expansão em segmentos de maior risco e maior retorno, na contramão dos pares brasileiros. Enquanto os grandes bancos reduzem sua exposição aos créditos sem garantia, dado o cenário de juros e inadimplência em alta, o banco digital aumenta a oferta desses produtos mais lucrativos.
Isso acontece porque o modelo de negócios do Nubank suporta mais perdas que os concorrentes, por ter um custo menor, sem agências físicas e com menos funcionários. Assim, a inadimplência do Nubank é, tradicionalmente, mais alta que a dos incumbentes.
Os empréstimos com atraso maior que 90 dias do banco digital somaram 6,9% da carteira em junho, alta de 0,4 ponto percentual tanto na comparação trimestral como na anual. Já os atrasos de curto prazo, de 15 a 90 dias, reduziram 0,16 ponto percentual no trimestre, para 4,8%. Na comparação anual, houve alta de 0,3 ponto percentual.
A carteira, porém, aumentou muito mais. O portfólio de crédito total do Nubank somou US$ 39,4 bilhões, um salto de 37% no ano e de 5% no trimestre. Cartões de crédito corresponderam a US$ 26 bilhões desse total; empréstimos sem garantia, US$ 10,3 bilhões; e crédito com garantia, US$ 3,1 bilhões.
Com mais ganhos acima do esperado e perdas abaixo do previsto, o mercado reagiu positivamente aos números.
"Na nossa visão, os resultados reforçam a confiança no ritmo de crescimento da receita e devem reduzir as preocupações em relação à qualidade do crédito", dizem analistas do Itaú BBA em relatório.
O UBS BB, por sua vez, vê que os resultados melhores que o esperado devem levaram a uma revisão no lucro esperado par 2026 como um todo.
"O segundo trimestre foi uma vitória clara, mas a 'guerra' ainda não acabou, e o Nubank terá que continuar se provando repetidamente. Reiteramos nossa recomendação de compra e acreditamos que resultados como este ajudam a nos lembrar por que temos destacado o Nubank como um dos pouquíssimos vencedores que enxergamos em nosso setor", disseram analistas do BTG Pactual.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.