Quantas vezes a Bolsa brasileira já acionou o circuit breaker? Veja histórico
A Bolsa brasileira já registrou 24 episódios de circuit breaker desde 1997.
O mecanismo, que suspende temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra queda de 10% em relação ao fechamento anterior, é reservado a momentos de extrema turbulência no mercado financeiro.
Nesta segunda-feira, 26, o dispositivo foi acionado depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o quarto mandato.
Leia também Circuit breaker: por que a Bolsa não teve nova interrupção após cair mais de 15%? Segundo informou a operadora da Bolsa, um novo circuit breaker será acionado caso ocorra uma nova oscilação de baixa de 20% Esta foi a primeira vez que uma eleição presidencial causou o acionamento do mecanismo na história da B3.
Até então, a última interrupção havia ocorrido em março de 2020, durante a crise financeira desencadeada pela pandemia de covid-19.
Lula conquistou a vitória com 51,8% dos votos válidos, contra 48 2% de Flávio Bolsonaro (PL), cujo partido elegeu 19 senadores no primeiro turno do pleito deste ano.
O resultado da eleição presidencial contrariou as expectativas de parte dos investidores, que haviam apostado em uma vitória da oposição e passaram a desfazer posições montadas nas semanas anteriores à votação.
O que é circuit breaker? O circuit breaker é um procedimento operacional da B3 que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte queda do mercado.
Ele tem como referência a variação do Ibovespa principal índice do mercado brasileiro de ações.
Segundo a B3, a suspensão desta segunda-feira atingiu a negociação de ativos à vista, de títulos de renda fixa privada e de opções referenciadas em ações, BDRs, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50 Índice Small Cap e ETFs.
As negociações são suspensas por 30 minutos quando o Ibovespa registra queda de 10% em relação ao fechamento do dia anterior.
Após a retomada das negociações, se o índice atingir queda de 15% em relação ao fechamento anterior, os negócios são suspensos novamente, desta vez por uma hora.
Se, após essa pausa, a queda chegar a 20%, a B3 pode determinar uma nova interrupção por período definido pela própria instituição.
O mecanismo considera a oscilação registrada durante a sessão, independentemente de qual seja o resultado ao final do dia.
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