Com 84 mil desaparecidos no ano, nova campanha de DNA tenta dar respostas a famílias
O Ministério da Justiça e Segurança Pública deu início, nesta segunda-feira (24), à Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que segue até sexta-feira (28) em 334 pontos espalhados pelo território nacional.
A campanha, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), chega à sua 4ª edição num ano em que mais de 84 mil pessoas desapareceram no Brasil, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.
O material genético coletado alimenta bancos de dados usados para cruzar perfis de familiares com os de pessoas encontradas sem identificação, vivas ou mortas.
Campanha nacional de DNA para desaparecidos A Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenada pela Senasp.
Nesta 4ª edição, a campanha mobiliza 334 pontos de coleta em todo o país, distribuídos entre institutos de perícia, delegacias e unidades de medicina legal, para receber familiares de pessoas desaparecidas até o fim desta semana.
A abrangência nacional da iniciativa reflete a dimensão do problema: o desaparecimento de pessoas no Brasil não é fenômeno localizado, mas uma crise que atravessa estados e regiões, exigindo resposta coordenada entre diferentes órgãos de segurança e perícia.
O processo de coleta e identificação A lógica da campanha é simples e direta: o material genético dos familiares é inserido em bancos de perfis genéticos e cruzado, por meio de softwares estatísticos, com perfis de pessoas encontradas sem identificação.
Isso inclui tanto indivíduos vivos, como alguém internado sem memória, quanto corpos e ossadas cuja identidade ainda não foi determinada.
O banco funciona de forma cumulativa: os perfis cadastrados continuam sendo comparados com novos registros que entram no sistema ao longo do tempo.
Os prioritários para a doação são pais, mães, filhos e irmãos biológicos da pessoa desaparecida.
Menores de idade podem participar desde que acompanhados e com autorização de um responsável legal.
O procedimento é simples: basta um cotonete ou pequena esponja passada na bochecha, ou uma gota de sangue do dedo, sem necessidade de jejum.
Para participar, é obrigatório apresentar documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência registrado sobre o desaparecimento, incluindo número, estado e delegacia responsável.
No Distrito Federal, o atendimento ocorre preferencialmente mediante agendamento via delegacias.
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