Flávio Bolsonaro: Dino usa inquérito sobre emendas para perseguir adversários
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou nesta terça-feira (22) a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e o inquérito que apura supostas irregularidades no uso de emendas parlamentares.
Flávio acusou o magistrado de utilizar a investigação de forma seletiva para atingir adversários políticos.
“Flávio Dino está ali para fazer perseguição política, como ele tem feito aqui no Maranhão, usando seletivamente o inquérito que ele tem”, afirmou o senador a jornalistas durante visita a São Luís (MA).
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“Vamos ter vergonha na cara.
Seja juiz e deixe de ser um militante na Suprema Corte”, afirmou.
As declarações fazem parte de uma sequência de críticas de Flávio ao STF durante a campanha.
Dino determinou em agosto que a Polícia Federal apure a existência de indícios de crimes na execução das chamadas emendas Pix, modalidade de transferência especial de recursos por parlamentares a Estados e municípios.
A decisão de Dino foi tomada após o recebimento de um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), encaminhado ao STF em 31 de julho, que identificou irregularidades na destinação dos recursos e possível prejuízo aos cofres públicos.
Segundo o TCU, a fiscalização de 100 “emendas Pix”, que somam R$ 198,1 milhões destinados a 74 municípios, identificou quatro grupos de irregularidades: falhas de transparência e rastreabilidade dos recursos, problemas na execução financeira, fraudes e impropriedades em licitações e irregularidades na execução de contratos e obras.
Mais cedo, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, também havia criticado o inquérito.
Para ele, “o inquérito das emendas virou um monstro nas mãos de Flávio Dino”.
“Amplia poder, atropela o juiz natural e abre espaço para seletividade nas investigações.
O Brasil precisa de reforma do Judiciário para restaurar a normalidade democrática e impor limites a abusos como esse”, disse Marinho.
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