Bitcoin dispara e segura os US$ 85 mil: quais são os próximos alvos?
O Bitcoin (BTC) opera em leve alta nesta terça-feira (22), aos US$ 86.420 , por volta das 14h15, em um movimento de acomodação após a valorização de 6,70% registrada na sessão anterior.
Em uma semana, o ativo avança 13,5% .
Dessa forma, a principal criptomoeda do mercado permanece acima dos US$ 85.000 , preservando boa parte do avanço recente.
A recuperação ganhou força em meio a uma combinação de melhora do apetite global por risco, liquidação de posições vendidas e retomada da demanda no mercado à vista .
Entradas recentes em ETFs de Bitcoin também ajudaram a reforçar o movimento, indicando que a alta não ficou concentrada apenas em operações alavancadas no mercado de derivativos.
O ambiente regulatório nos Estados Unidos completa esse pano de fundo.
Mesmo após o CLARITY Act não avançar no Senado , a Securities and Exchange Commission (SEC) concedeu uma isenção de cinco anos que permite a plataformas qualificadas negociar ações americanas tokenizadas por meio de blockchain .
A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) também mantém uma agenda favorável aos ativos digitais, contribuindo para reduzir parte das incertezas regulatórias do setor.
A melhora do humor também acompanha uma retomada mais ampla do apetite por risco nos mercados globais.
O Bitcoin conseguiu absorver tanto a decisão de juros do Federal Reserve quanto a frustração com o projeto de regulamentação no Congresso americano, sinalizando maior resistência a notícias consideradas negativas.
Ainda assim, a velocidade da valorização mantém no radar o risco de maior volatilidade no curto prazo.
Parte do avanço foi acelerada por um short squeeze , quando investidores vendidos precisam recomprar o ativo para encerrar suas posições.
A continuidade do movimento, porém, dependerá da manutenção da demanda no mercado à vista.
Caso a alta passe a ser sustentada predominantemente por alavancagem, o risco de volatilidade e realização de lucros tende a aumentar.
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