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Depois de décadas cercada por clientes, rede vê 117 lojas desaparecerem e 1.400 trabalhadores enfrentam o encerramento da operação

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Depois de décadas cercada por clientes, rede vê 117 lojas desaparecerem e 1.400 trabalhadores enfrentam o encerramento da operação

A varejista tentou preservar as lojas rentáveis após recorrer à proteção judicial, mas poucos meses depois toda a rede restante foi liquidada.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma rede que por décadas vendeu calçados de marcas conhecidas com descontos acabou varrida pela crise do varejo de 2008. Fundada em 1979, a Shoe Pavilion entrou em Chapter 11 com 117 pontos e cerca de 1.400 trabalhadores , antes de liquidar toda a operação restante.

A Shoe Pavilion nasceu em 1979 e construiu sua presença principalmente no oeste e sudoeste dos Estados Unidos. A rede trabalhava com calçados de marcas conhecidas em um modelo off-price, oferecendo produtos abaixo dos preços normalmente encontrados em lojas de departamento.

Com o tempo, a companhia espalhou unidades por estados como Califórnia, Washington, Oregon, Arizona, Nevada, Texas e Novo México. Muitas lojas ocupavam espaços grandes em centros comerciais, estratégia que ampliava a visibilidade, mas também criava custos fixos relevantes com aluguel e operação.

A empresa acumulou cinco trimestres consecutivos de prejuízo e chegou a 2008 pressionada por vendas fracas e despesas elevadas. A piora da economia americana, a queda do mercado imobiliário e os preços altos de energia também reduziram o consumo naquele período.

Em 15 de julho de 2008 , a Shoe Pavilion apresentou pedido voluntário de Chapter 11 na Califórnia. O objetivo inicial era continuar funcionando enquanto cortava lojas deficitárias, renegociava contratos e tentava preservar os pontos que ainda geravam resultado.

Um levantamento apresentado ao Congresso americano registrou a Shoe Pavilion com 117 localizações e 1.400 empregados no momento da falência. O mesmo documento apontou vendas anuais de US$ 154 milhões e passivos de US$ 112 milhões.

A contagem variava conforme a data: um relatório trimestral da empresa informava 113 lojas em 29 de março de 2008. Isso ajuda a explicar por que documentos e reportagens do período apresentam pequenas diferenças sobre o tamanho exato da rede.

Nos primeiros dias do processo, a Shoe Pavilion pediu autorização para fechar até 71 das 117 localizações . A empresa classificava 43 unidades como claramente deficitárias e indicava outras 28 para fechamento caso não conseguisse concessões nos aluguéis.

O plano previa preservar 46 pontos considerados rentáveis. As liquidações iniciais serviriam para transformar estoque em caixa, reduzir compromissos com imóveis e criar uma estrutura menor, capaz de continuar operando enquanto a companhia buscava estabilidade.

A reorganização durou pouco. Depois de fechar dezenas de unidades, a empresa ainda mantinha 64 lojas em outubro de 2008, mas concluiu que não havia condições financeiras para sustentar nem mesmo essa operação reduzida.

Em 20 de outubro, começaram as vendas de encerramento nas lojas restantes. A expectativa era liquidar os estoques durante a temporada de fim de ano e fechar os pontos até janeiro, transformando a tentativa de recuperação em saída completa do varejo físico .

O encerramento colocou a Shoe Pavilion ao lado de várias redes que sucumbiram durante a crise de 2008.

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