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Política

Uma porta que não leva a lugar algum aparece em tumba de 4 mil anos no Egito junto de mais de 100 pequenas figuras funerárias

O Antagonista ·
Uma porta que não leva a lugar algum aparece em tumba de 4 mil anos no Egito junto de mais de 100 pequenas figuras funerárias

Escavações revelaram a capela de um alto funcionário, poços funerários reutilizados e dezenas de objetos preservados em Saqqara

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma abertura de pedra preservada dentro de uma capela funerária em Saqqara parece uma passagem, mas foi construída para nunca ser atravessada fisicamente. A tumba de Saqqara pertencia a Sekhentyu-Ptah, um alto funcionário do Reino Antigo , e sua falsa porta permaneceu no lugar original. Nas proximidades, arqueólogos encontraram poços reutilizados em épocas posteriores, restos humanos, sarcófagos e mais de 100 pequenas figuras de faiança.

Inscrições hieroglíficas identificaram o proprietário como Sekhentyu-Ptah. Seus títulos incluíam camareiro real, supervisor das obras do rei, responsável por documentos reais, guardião de segredos relacionados a decretos, supervisor dos escribas e sacerdote da deusa Maat.

O conjunto mostra que ele ocupava posição elevada na burocracia do Reino Antigo, período aproximadamente entre 2686 e 2181 a.C. A tumba foi descoberta a oeste da necrópole do Bubasteion durante a primeira temporada de escavações do setor investigado pela missão arqueológica egípcia.

A chamada falsa porta era um elemento religioso, e não uma entrada arquitetônica comum. Nas tumbas egípcias, funcionava simbolicamente como ponto de comunicação entre o mundo dos vivos e o domínio do morto, diante do qual podiam ser realizadas oferendas e rituais funerários.

No caso de Sekhentyu-Ptah, arqueólogos encontraram diante dela um conjunto de objetos de alabastro ainda relacionado ao contexto ritual original. Havia mesa e disco de oferendas, recipiente para purificação, jarro e bacia, vários deles inscritos com o nome e os títulos do funcionário.

Este vídeo mostra outras tumbas de altos funcionários descobertas em Saqqara e ajuda a visualizar o contexto arqueológico da necrópole.

A investigação não terminou na capela de Sekhentyu-Ptah. Os arqueólogos localizaram uma rede interligada de poços funerários contendo numerosos sepultamentos humanos, grandes quantidades de cartonagem funerária pintada e diferentes objetos depositados junto aos mortos.

Entre os achados estavam três sarcófagos de pedra ainda fechados em suas posições originais, uma figura de madeira em forma de falcão e vasos cerâmicos. Algumas câmaras, entretanto, haviam sido violadas na Antiguidade, e ladrões chegaram a abrir passagens entre espaços funerários.

Não necessariamente. Esse é um detalhe importante porque Saqqara foi utilizada repetidamente durante milhares de anos. A tumba de Sekhentyu-Ptah pertence ao Reino Antigo, mas muitos materiais encontrados nos poços associados representam reutilizações funerárias realizadas em períodos posteriores.

Os ushabtis eram pequenas figuras funerárias destinadas, em diferentes períodos da história egípcia, a executar simbolicamente trabalhos em benefício do morto no além. A quantidade encontrada mostra como a mesma área funerária recebeu novos sepultamentos muito depois da construção original da capela.

Os materiais preservados também permitem separar diferentes fases arqueológicas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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