VÍDEO: Pequeno tornado chama a atenção no interior do RN; entenda fenômeno
Pequeno tornado foi registrado em Felipe Guerra (RN) Um "pequeno tornado" chamou a atenção e mobilizou os moradores do município de Felipe Guerra, na região Oeste do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (3).
Pessoas que passavam pelo local registraram o fenômeno em vídeo (veja acima).
Apesar do impacto visual, o meteorologista e e professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) José Espínola) explica que a ocorrência é comum nesta época do ano no interior do estado e não é motivo de preocupação. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Segundo o especialista, o "pequeno tornado", como é classificado, tem uma formação localizada e de curta duração, entre 5 e 10 minutos até se dissipar.
"Nessa época, as velocidades do vento são mais altas por causa das altas temperaturas e o tornado se forma pela diferença de temperatura entre a base da nuvem mais próxima da superfície e a superfície.
Para que se crie uma diferença de temperatura e, consequentemente, uma diferença de pressão atmosférica", explica o professor.
"E esse gradiente de pressão, essa diferença de pressão, é que vai fazer com que as massas de ar entrem em movimento, principalmente circulatório, no caso do tornado", completa.
Pequeno tornado em Felipe Guerra, no interior do RN Divulgação Calor e ventos favorecem formação O aparecimento do fenômeno está associado às condições climáticas típicas do segundo semestre no sertão potiguar: amplitude térmica (grande variação de temperatura no mesmo dia), ventos mais fortes e solo seco com baixa cobertura vegetal após o fim do período chuvoso.
Em Mossoró, também na Região Oeste, por exemplo, a estação meteorológica da Ufersa registrou ventos de até 36 km/h ao longo desta quinta-feira (3) e uma variação expressiva de temperatura: os termômetros saíram de 19°C no início da manhã para 37°C no meio da tarde.
O especialista da Ufersa ressaltou que a perda da vegetação típica do período seco no sertão favorece o movimento da poeira.
"A gente vai se aproximando do final do ano, agora as temperaturas estão aumentando.
E esses tornados são eventos muito localizados e rápidos, passageiros.
Eles demoram em torno de, de 5 a 10 minutos no máximo.
E são muito localizados, não abrangem grandes áreas", detalha.
Com a aproximação do fim do ano e o aumento contínuo das temperaturas, a expectativa do meteorologista é que novas formações semelhantes possam voltar a ser vistas no interior do estado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Norte.