Base Exchange inicia fase de cadastro de bancos e corretoras
A Base Exchange — mais uma bolsa de valores no Brasil, que começa a ser chamada de “nova bolsa do Rio de Janeiro” — dá hoje sua largada para o público em geral.
A empresa está colocando no ar o seu site (www.baseexchange.com.br) totalmente aberto, contando a história da nova instituição do mercado de capitais brasileiro, e com todos os seus materiais disponíveis: regulamentos e manuais de negociação e pós-negociação, por exemplo, além dos processos de tecnologia.
Ao mesmo tempo, começa hoje, formalmente, o registro de bancos e corretoras que irão intermediar a negociação de ativos nesse novo ambiente.
“Estamos em contato com as instituições há meses, mas agora chegamos num momento do projeto em que já podemos começar a formalizar a entrada delas [as instituições] como usuárias da nossa futura bolsa”, afirmou ao Valor Investe o presidente da Base Exchange, Francisco Gurgel.
Segundo ele, os documentos disponíveis no site a partir de hoje são os mesmos que estão em análise tanto pelo Banco Central (BC) quanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que ambos os órgãos aprovem o funcionamento da Base como bolsa de valores.
“Estamos em conversas com BC e CVM desde 2023.
A nossa impressão é que estamos com tudo pronto para começarmos a funcionar, qualquer possível ajuste deve ser algo sutil, algum detalhe, alguma sintonia fina apenas”, diz Gurgel.
Pelo andar da carruagem, inclusive, faltam apenas os testes do BC e da CVM, juntos, para que a aprovação saia do papel.
De acordo com a regulamentação, após a aprovação dos dois órgãos, a bolsa tem prazo de até seis meses para entrar em operação, o que Gurgel acredita que deva acontecer no segundo semestre do próximo ano.
“Considerando que o BC leva, em média, três anos no processo de aprovação de um novo banco e quatro anos e meio para instituições mais exóticas, como depositárias e registradoras de negócios, o nosso prazo — entre 2023 e 2027 — está super dentro do que prevíamos”, afirma.
O surgimento de mais bolsas no Brasil é algo absolutamente novo, o que resultou, inclusive, na necessidade de criação de uma regulamentação adicional (Resolução CVM número 135), em 2022, que abrigasse a possibilidade dessa concorrência no mercado de capitais.
O arcabouço legal disponível até então praticamente inviabilizava qualquer tipo de concorrência à B3, a única bolsa em operação hoje no país.
A última operação desse tipo que surgiu no Brasil foi a antiga Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), criada em 1986, pelas mesmas corretoras que eram “donas” da antiga Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), para negociação de derivativos e mercado futuro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.