Bradesco (BBDC4): mercado prevê alta no lucro no 3T26, mas inadimplência ainda desafia a recuperação do banco
O Bradesco (BBDC4) divulga os resultados do terceiro trimestre de 2026 nesta quinta-feira (22), em um momento em que o mercado acompanha os sinais de recuperação da rentabilidade do banco e a evolução da qualidade da carteira de crédito .
O consenso compilado pela Bloomberg projeta lucro líquido ajustado de R$ 7,145 bilhões , alta de 15% na comparação anual.
Já o retorno sobre o patrimônio (ROE) é estimado em 15,9%, acima dos 14,7% registrados um ano antes, mas ligeiramente abaixo dos 16,2% do trimestre anterior.
As estimativas dos analistas apontam para mais um trimestre de melhora gradual dos resultados, ainda que o avanço deva ocorrer em ritmo moderado.
Bradesco (BBDC4): Rentabilidade e inadimplência seguem no radar Para a XP Investimentos , o Bradesco deve apresentar expansão saudável das receitas, embora a qualidade dos ativos siga pressionada por algumas carteiras de crédito.
Outro tema que deve chamar atenção é o aumento de capital de quase R$ 10 bilhões realizado recentemente.
Embora o reforço amplie a capacidade de crescimento do banco, uma base de capital maior tende a pressionar o ROE no curto prazo, exigindo expansão dos resultados para manter a rentabilidade.
Em relatório, o Itaú BBA adota uma visão mais cautelosa para a operação bancária.
A expectativa é que o crescimento da carteira de crédito desacelere para cerca de 10% em 12 meses, enquanto a margem financeira enfrente pressão de uma composição menos favorável dos empréstimos.
A estratégia do banco de priorizar linhas com garantias deve ajudar no controle do risco, mas também pode limitar o ritmo de expansão, segundo os analistas.
Nesse contexto, os analistas enxergam maior contribuição de empréstimos para empresas, operações apoiadas pelos programas FGI e FGO e do crédito imobiliário.
Já o Citi avalia que receitas com tarifas e tesouraria podem ajudar a compensar parte das pressões sobre o negócio bancário, mas ressalta preocupações com a qualidade dos ativos.
Segundo o banco norte-americano, a inadimplência pode continuar avançando em algumas carteiras específicas, como crédito emergencial, agronegócio e cartões voltados às faixas de renda mais baixas.
A estimativa é de um custo de risco ao redor de 3,6%.
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