Mulher morta com tiro no rosto é outra vítima da guerra de facções em MS
Marilei Pereira de Souza, de 44 anos, executada na tarde desta terça-feira (1º) em Maracaju, a 159 km de Campo Grande, foi mais uma vítima da guerra de facções que há meses deixa rastro de sangue em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
Levantamentos preliminares indicam que ela pode ter sido assassinada a mando do Comando Vermelho.
Essa possibilidade ganhou força pelo fato de o filho de Marilei, Armando de Souza Barbosa, o “Tiu”, ser declaradamente integrante da facção rival, o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A Polícia Civil, que investiga o crime, ainda não se manifestou oficialmente, mas confirma que a morte de Marilei ocorreu “em contexto de organização criminosa”.
A mulher estava sozinha em casa, na Rua Castro Alves, quase esquina com a Rua Alan Kardec, no Bairro Ilha Bela I.
O marido dela havia saído para levar o enteado à escola.
O assassino teria chamado pela moradora.
Ao chegar ao portão, ela foi alvejada com um tiro no rosto.
Ao voltar para a casa, o marido encontrou o matador saindo do local em uma Honda Biz verde.
Quando olhou para o interior do quintal, viu a mulher caída no chão, em meio a uma poça de sangue.
Ele contou que Marilei ainda estava viva e lhe pediu que a retirasse daquela posição.
O marido relatou à polícia que a puxou para a sombra, mas a mulher morreu antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
A perita da Polícia Científica constatou um único tiro, na mandíbula da vítima.
Até agora não há informações se o autor já foi identificado.
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