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Perfume causa alergia? Médico explica por que alguns cheiros desencadeiam crises

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Perfume causa alergia? Médico explica por que alguns cheiros desencadeiam crises

Perfume, desodorante, fumaça de cigarro e mudanças de temperatura podem causar desconforto no nariz e até desencadear uma crise de rinite. No entanto, isso não significa necessariamente que a pessoa tenha alergia a esses elementos. Durante uma participação no programa Sem Censura , o médico André Aguiar Gauderer explicou justamente essa diferença. Segundo ele, não existiria uma produção de anticorpos contra perfume ou contra a mudança de tempo. Em vez disso, esses fatores poderiam funcionar como gatilhos para uma crise, principalmente quando a mucosa nasal já estivesse inflamada.

De acordo com a explicação apresentada pelo médico, uma pessoa alérgica poderia apresentar uma inflamação na mucosa após entrar em contato com elementos aos quais tivesse sensibilidade, como ácaros e fungos. A partir daí, a região ficaria mais sensível. Por isso, quando outros elementos entrassem em contato com essa mucosa, poderiam desencadear uma nova reação. Assim, uma pessoa poderia associar a crise ao perfume ou ao frio, por exemplo, mesmo que esses fatores não fossem os responsáveis pela alergia em si.

Gauderer usou o perfume e o desodorante para explicar essa diferença. Segundo o médico, a molécula presente na fragrância poderia entrar em contato com uma mucosa já inflamada e estimular a liberação de mediadores químicos. Como consequência, a pessoa poderia apresentar sintomas de uma crise de rinite. Nesse caso, o perfume funcionaria como gatilho, e não como a causa da alergia. A mesma lógica poderia se aplicar à mudança de temperatura. O frio, por si só, não provocaria uma reação alérgica por meio da produção de anticorpos, mas poderia desencadear sintomas em uma pessoa que já apresentasse inflamação e sensibilidade na região nasal.

O médico também explicou essa diferença ao falar sobre a fumaça do cigarro. Uma pessoa sem alergia poderia apresentar algum desconforto ao ter contato com a fumaça, mas isso não significaria necessariamente uma reação alérgica. Por outro lado, quem já tivesse a mucosa nasal inflamada poderia reagir de forma mais intensa. Dessa maneira, a fumaça poderia atuar como um estímulo capaz de desencadear ou intensificar os sintomas.

Para tornar a explicação mais clara, Gauderer comparou o nariz inflamado a uma pele sensibilizada após um dia de sol intenso. Nesse exemplo, um simples toque poderia provocar dor porque a pele já estaria inflamada. Isso não significaria que a pessoa tivesse alergia ao toque. Da mesma forma, segundo a explicação apresentada no programa, o contato de perfume, fumaça ou ar frio com uma mucosa nasal já sensibilizada poderia provocar sintomas sem transformar esses elementos em causas da alergia.

A distinção apresentada pelo médico ajuda a entender por que algumas pessoas sentem sintomas diante de situações específicas. O desencadeamento de uma crise após usar perfume, por exemplo, não significaria automaticamente que exista uma alergia à fragrância. Por isso, a investigação médica precisa considerar o histórico da pessoa e os fatores que realmente provocam uma resposta alérgica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

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