R$ 120 mi por 10 anos: Juventus busca 'nome' para nova Arena Javari
A reforma do estádio Conde Rodolfo Crespi, a tradicional Rua Javari, casa do Clube Atlético Juventus, entra em uma nova fase com uma ambição que vai além de modernizar a estrutura para receber partidas de futebol.
O projeto, que pretende transformar o estádio em um polo de esporte e entretenimento na zona leste de São Paulo, com espaço para shows, eventos corporativos e outras atrações, abre agora uma frente comercial: a busca por um parceiro de naming rights para o estádio.
A estimativa de investimento é de aproximadamente R$ 12 milhões por ano, em um contrato de dez anos. A expectativa é que a 'Arena Javari' possa receber ao menos 50 eventos por ano, entre jogos, shows e outros tipos de espetáculos.
Novos setores de arquibancada, vestiários, acessibilidade e áreas de circulação fazem parte da modernização. A promessa é que elementos que ajudam a construir a famosa 'atmosfera' da Javari serão mantidos.
As alterações causaram polêmica entre os órgãos da prefeitura , por se tratar de um conjunto tombado por sua arquitetura e valor histórico.
Em nota, a SAF do Juventus afirmou que "as obras executadas até o momento foram realizadas dentro das autorizações cabíveis para essa etapa e não envolvem intervenções em elementos protegidos pelo tombamento".
Quem está à frente dessa negociação é o executivo Rogério Dezembro, por meio da Ride Live. Dezembro foi um dos principais executivos à frente da WTorre e teve papel central na articulação e nos bastidores da transformação do antigo Estádio Palestra Itália no Allianz Parque —hoje, Nubank Parque.
A nova Arena Javari foi concebida para ser um estádio de médio porte, com capacidade estimada entre 10 mil e 18 mil pessoas, dependendo da configuração do evento.
O projeto também prevê um rooftop com capacidade para aproximadamente 850 pessoas, voltado para o palco e o campo, com um restaurante e um café de operação permanentes. A arena contará ainda com camarotes privativos e um lounge corporativo.
Para Dezembro, o diferencial está justamente em não depender apenas do futebol. Segundo o executivo, ao criar uma programação capaz de atrair públicos diferentes, o estádio passa a ser vendido às marcas não apenas como espaço de mídia, mas como uma plataforma de relacionamento e negócios na Zona Leste, região com mais de quatro milhões de habitantes e, segundo ele, ainda carente de oferta de entretenimento.
"A Javari vai preservar sua essência. Isso, na verdade, é o grande diferencial do projeto. Essa parte da história é muito forte dentro do projeto. A gente considera isso ativo valioso. Queremos, de fato, criar aqui um marco para a zona leste", diz Rogério.
A expectativa é que grande parte da reforma esteja concluída em janeiro de 2027, quando começa a primeira divisão do Campeonato Paulista de Futebol.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.