O que se sabe sobre o trajeto da fuga de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil na terça-feira 27, violando uma ordem judicial que o impedia de sair do país devido a uma investigação por lavagem de dinheiro envolvendo também o amigo e advogado Willer Tomaz .
Após uma montanha de rumores, nesta quarta-feira, 28, começaram a surgir detalhes a respeito da rota de fuga.
Após o governo argentino negar qualquer registro de entrada do ex-candidato presidencial no país , a Direção Nacional de Migrações comunicou, posteriormente, que ele havia cruzado a fronteira pouco antes da meia-noite de segunda-feira, “com documentação de viagem válida e sem qualquer impedimento legal”.
Flávio, sua esposa, Fernanda, e suas duas filhas embarcaram, na sequência, em “um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador”, informou a Direção de Migrações em uma publicação no X (ex-Twitter).
O site de rastreamento de voos FlightRadar24 indicou que a aeronave da referida empresa, com matrícula LV-JQW, decolou do aeroporto argentino de Puerto Iguazú.
De acordo com a agência de notícias AFP, o avião pousou em Guayaquil, onde foi reabastecido, decolando novamente cerca de meia hora depois.
Continua após a publicidade O destino final é desconhecido, mas acredita-se que seja localizado nos Estados Unidos .
Na terça-feira, o governo Donald Trump prometeu conceder vistos a Flávio e sua família.
Embora não tenha endossado o senador publicamente nas eleições presidenciais brasileiras, o presidente americano é conhecido apoioador do clã Bolsonaro.
Na segunda-feira, ele sugeriu que as eleições no Brasil “pareceram fraudadas”, ecoando, sem provas, as acusações iniciais de Flávio.
Continua após a publicidade Passaportes cancelados Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu ordem para reter os passaportes de Flávio Bolsonaro e proibi-lo de deixar o país — após a fuga, seus documentos foram cancelados, exceto pelo passaporte italiano, que possui desde 2023.
O senador classificou a medida como uma “tentativa de intimidá-lo” e também negou qualquer intenção de partir, assegurando que atuaria como líder da oposição.
“Nunca pensei em sair do país.
Vou entregar meus passaportes e me defender dessa aberração”, disse em vídeo publicado nas redes sociais.
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