Trump afrouxa regras que obrigavam empresas a diminuir emissão de gás superpoluente
The New York Times O governo Donald Trump está avançando para enfraquecer regras federais destinadas a obrigar empresas de petróleo e gás a reduzir suas emissões de metano , gás considerado "superpoluente" por reter tanto calor na atmosfera.
A medida representa uma das iniciativas mais significativas do governo Trump para reduzir o alcance das políticas federais destinadas a combater as mudanças climáticas .
O metano, principal componente do gás natural, retém, no curto prazo, cerca de 80 vezes mais calor na atmosfera do que o dióxido de carbono . Ele é responsável por quase um terço do aumento das temperaturas globais desde o início da Revolução Industrial, e especialistas afirmam que reduzir os vazamentos de metano é uma das maneiras mais rápidas de desacelerar o aquecimento global.
O governo Biden publicou, em 2023, regras que exigiriam que instalações de petróleo e gás monitorassem suas operações e impedissem o vazamento de metano para a atmosfera. O governo Trump já havia adiado a entrada em vigor dessas regras.
Agora, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) propõe flexibilizar as exigências para conter as emissões de metano de centenas de milhares de poços "marginais" de petróleo e gás que estão próximos do fim de sua vida útil e têm produção relativamente baixa. Esses poços respondem por cerca de 7% da produção de petróleo e gás dos EUA, mas geram aproximadamente metade das emissões de metano do setor, segundo declarações anteriores da agência.
Autoridades do governo Trump apresentam a medida como uma iniciativa para impulsionar a produção de petróleo e gás dos Estados Unidos e reduzir os preços para os consumidores. Os altos preços dos combustíveis, elevados pela guerra contra o Irã liderada pelos norte-americanos, pressionam os candidatos republicanos antes das eleições de meio de mandato da próxima semana. No Texas, o maior estado produtor de petróleo do país, pesquisas mostram Paxton atrás do democrata James Talarico, e Trump tenta dar impulso à campanha do republicano.
O administrador da EPA, Lee Zeldin, afirmou que as regras da era Biden teriam provocado o fechamento de vários poços menores e estimou que a flexibilização das exigências permitiria ao setor economizar US$ 45 bilhões (R$ 240,69 bilhões) até 2050.
"Por trás de cada barril de petróleo e de cada metro cúbico de gás natural produzido nos Estados Unidos estão milhões de trabalhadores, empresas e o coração pulsante da economia deste país", afirmou Zeldin. "A EPA de Biden atacou tudo isso de forma destrutiva. O presidente Trump prometeu pôr fim à guerra contra o petróleo e o gás natural", declarou.
A produção de petróleo e gás é a maior fonte industrial de emissões de metano nos Estados Unidos. O metano pode vazar de poços, oleodutos e gasodutos, tanques de armazenamento e outras infraestruturas de combustíveis fósseis. O gás também pode ter origem em fontes naturais, como vacas, arrozais e áreas úmidas.
Grupos ambientalistas criticaram os retrocessos, afirmando que os vazamentos de metano das operações de petróleo e gás constituem uma forma de desperdício que faz sentido combater.
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