Nunes culpa guarda municipal por vazamento de dados do Smart Sampa
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (20) que o vazamento de informações do Smart Sampa foi provocado por um integrante da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Segundo ele, o agente foi desligado do serviço e está sendo investigado pela Corregedoria da corporação.
A declaração ocorreu após a divulgação de uma investigação jornalística que revelou a exposição de dados relacionados ao sistema de videomonitoramento da capital paulista. As informações teriam permitido o acesso não autorizado a imagens de milhares de câmeras instaladas em ruas, escolas, creches e unidades de saúde.
Apesar da repercussão, Nunes negou que a plataforma apresente falhas estruturais de segurança e sustentou que não há registros de utilização indevida do sistema.
A investigação apontou que informações restritas do Smart Sampa permaneceram disponíveis em um repositório público na internet durante aproximadamente 11 meses.
Entre os dados identificados estavam 181 credenciais de usuários autorizados, informações de mais de 6 mil agentes de segurança e instruções técnicas que poderiam facilitar o acesso à plataforma.
A exposição teria comprometido a proteção de informações relacionadas a uma rede de mais de 58 mil câmeras conectadas ao programa, incluindo equipamentos de monitoramento instalados em locais sensíveis.
A reportagem responsável pela descoberta afirmou ter conseguido acessar imagens por meio das informações disponíveis, o que ampliou os questionamentos sobre os mecanismos de proteção utilizados pelo município.
A Prefeitura de São Paulo, por outro lado, contesta a existência de uma vulnerabilidade no funcionamento da plataforma e atribui o episódio à divulgação irregular de informações por um servidor.
Durante conversa com jornalistas, Ricardo Nunes afirmou que a administração municipal tinha conhecimento da situação antes de sua divulgação pública.
Segundo o prefeito, o material exposto estava sendo acompanhado como uma espécie de estratégia para identificar eventuais acessos não autorizados.
Nunes também declarou que o guarda municipal apontado como responsável pelo vazamento havia ingressado na corporação em 2023 e trabalhava em um setor com acesso a informações do programa.
A gestão municipal informou que o conteúdo disponibilizado irregularmente foi retirado da internet e que a conduta do servidor está sob investigação administrativa.
A versão apresentada pelo prefeito, entretanto, não elimina os questionamentos sobre o período de exposição das informações e os controles existentes para impedir o compartilhamento de credenciais de acesso.
O Smart Sampa utiliza ferramentas de inteligência artificial e reconhecimento facial para identificar pessoas procuradas pela Justiça, localizar desaparecidos e auxiliar na recuperação de veículos roubados ou furtados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.