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Irã diz que superpetroleiro pegou fogo após atingir mina no Estreito de Ormuz

IstoÉ ·

O Irã afirmou que um superpetroleiro carregado de petróleo bruto pegou fogo após supostamente atingir uma mina naval no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de energia no mundo.

A informação foi divulgada pela televisão estatal iraniana e atribuída à Guarda Revolucionária.

Segundo a versão de Teerã, a embarcação levava mais de 2 milhões de barris de petróleo e navegava em uma rota que o país classificou como irregular.

O grupo militar iraniano alegou que o impacto provocou uma explosão e um incêndio a bordo.

Até esta segunda-feira, 20, porém, não havia confirmação independente de que o navio tenha sido atingido por uma mina.

As autoridades iranianas não divulgaram, inicialmente, o nome da embarcação, sua bandeira, a condição da tripulação ou eventuais danos ambientais decorrentes do episódio.

A alegação também foi contestada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.

Em posicionamento sobre relatos semelhantes, o órgão afirmou que não havia registro de navios atingidos por minas no Estreito de Ormuz e acusou a Guarda Revolucionária de usar desinformação para intimidar o transporte comercial na região.

O caso ocorre em meio ao aumento da tensão sobre a segurança da navegação no entorno do Golfo Pérsico.

Em episódios separados, autoridades marítimas registraram ataques e danos a embarcações provocados por projéteis de origem não identificada.

Não há indicação oficial, contudo, de que esses casos estejam ligados ao superpetroleiro citado pelo Irã.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra uma parcela estratégica do fluxo global de petróleo.

Por isso, incidentes ou ameaças contra navios na região costumam elevar a preocupação de governos, armadores e mercados de energia.

Até o momento, não foram divulgadas informações independentes que permitam confirmar a origem do fogo, a extensão dos danos ou o impacto do caso sobre a circulação de navios na rota.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.

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