Como votaram os vereadores na sessão que cassou o mandato de Lórens Nogueira; confira
A cassação do vereador Lórens Nogueira (Progressistas) foi aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba nesta quinta-feira (20) após cinco votações que o consideraram culpado por infrações previstas no Código de Ética da Casa . Em todas elas, o número de votos favoráveis foi superior aos 26 necessários para a aplicação de punição .
O resultado, no entanto, teve algumas diferenças entre uma votação e outra . O próprio Lórens Nogueira votou contra todas as cinco acusações . Já os vereadores Angelo Vanhoni (PT) , Da Costa (Podemos) e Mauro Bobato (Progressistas) apresentaram mudanças ou mantiveram posições diferentes ao longo da sessão.
Lórens Nogueira é réu na Justiça após investigação da Operação Dejà Vu ter apontado que ele exigia parte da remuneração de servidores comissionados , sob ameaça de exoneração, prática também conhecida como “rachadinha” . Com a decisão desta quinta-feira, o parlamentar perde o mandato e será substituído na Câmara pelo suplente imediato de seu partido, o Progressistas.
A primeira votação tratou da acusação de que o vereador do Progressistas teria utilizado o mandato para a prática de atos de corrupção ou improbidade administrativa. Foram 29 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção.
Foram contrários Da Costa (Podemos) e Lórens Nogueira (Progressistas). Mauro Bobato (Progressistas) se absteve .
Na segunda votação , os vereadores analisaram a acusação de que Lórens Nogueira teria pedido a terceiros vantagens indevidas em benefício próprio . O placar novamente foi de 29 votos favoráveis, mas houve mudança entre os votos contrários: Angelo Vanhoni e Lórens Nogueira votaram contra , enquanto Mauro Bobato se absteve .
Na terceira votação , que tratou do suposto uso da infraestrutura, recursos, funcionários ou serviços administrativos do Legislativo ou do Executivo para benefício próprio , o resultado foi de 29 votos favoráveis, um contrário e duas abstenções. Lórens Nogueira votou contra, enquanto Angelo Vanhoni e Mauro Bobato se abstiveram.
O mesmo placar acima se repetiu na quarta votação , que analisou a acusação de utilização dos poderes e prerrogativas do cargo para constranger ou aliciar servidor, colega ou outra pessoa com o objetivo de obter favorecimento .
Na quinta e última acusação , relacionada à falta de decoro na conduta pública , novamente foram registrados 29 votos favoráveis, um contrário e duas abstenções . Lórens Nogueira votou contra , e Angelo Vanhoni e Mauro Bobato se abstiveram.
O comportamento de três vereadores chamou atenção ao longo das votações.
Angelo Vanhoni foi favorável à primeira acusação, votou contra a segunda e se absteve nas três seguintes. Da Costa foi contrário apenas à primeira acusação e votou favoravelmente às outras quatro. Já Mauro Bobato se absteve em todas as cinco votações. Lórens Nogueira, de forma compreensível, foi o único vereador a votar contra todas as cinco infrações.
Após as cinco votações, o plenário analisou uma alternativa à cassação: a aplicação de suspensão do mandato por 120 dias.
A proposta foi rejeitada por 30 votos a um, com uma abstenção. Lórens Nogueira foi o único a favor da aplicação da suspensão , enquanto Mauro Bobato se absteve .
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