Caiado reconhece vitória de Lula; Zema contesta e fala em 'golpe'
Adversários de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiram neste domingo ao resultado da eleição presidencial , com mensagens que foram do reconhecimento da vitória à contestação do processo.
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Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, disse que aceita o resultado das urnas após ter apoiado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. "Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica", declarou em entrevista coletiva em Goiânia.
Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo Missão no primeiro turno, atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro ao que chamou de arrogância do bolsonarismo . "Uma vitória que não foi construída em cima de um governo bom. O governo Lula foi um governo fraco. Uma vitória que foi construída em cima da arrogância da família Bolsonaro e dos membros daquilo que a gente chama de bolsonarismo", disse em vídeo publicado nas redes sociais.
Renan também criticou a estratégia de campanha baseada em engajamento digital e ataques, sem resultados políticos, e disse que isso afastou eleitores. "Você não vai conseguir vencer o PT desse jeito. Mentindo para o eleitor, dançando, votando em corrupto", completou.
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, foi na direção oposta e questionou o processo eleitoral. "O Lula aplicou um golpe à la Venezuela. A mesma coisa que o seu companheiro ditador fez lá prorrogando o prazo da eleição (...) Essa foi a eleição mais alarmista e mentirosa que eu já vi no Brasil. Lamento muito, a vida do brasileiro vai continuar estagnada", disse em um vídeo publicado nas redes.
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Augusto Cury (Avante), escritor e psiquiatra que concorreu no primeiro turno, não havia se pronunciado até a publicação da reportagem. Ele declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno em 8 de outubro, após uma conversa por videochamada com o senador.
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