Cine Sesi: Maré recebe mostra de curtas feitos por jovens com celular
Jovens do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, apresentam neste sábado (10) produções de curtas-metragens filmados com o celular na mostra Cine Sesi + Curta Periferias .
Esta edição da mostra contou com a participação de duas turmas, atendendo 40 jovens da comunidade, para a construção de narrativas feitas a partir da visão dos participantes sobre seus territórios, vivências e desafios.
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A iniciativa teve como objetivo promover o desenvolvimento de competências criativas, técnicas e profissionais por meio do audiovisual.
Entre os filmes realizados estão: Kemillym Luta – Direção de Kemillym e Letícia Moura; A Dança da Vida – Direção de Jordan Balbino; Memórias da Mata – Direção de Luciana Barros Migrantes; Conexão Maré x África – Direção de Bruno Carlos; Àdurá – Direção de Kley Hudson; Entre a Maré e o Meu Mundo – Direção de Adrielle Soares e Ynara Baltazar; A Maré Ensina – Direção de Caio Aragão O Cine Sesi + Curta Periferias conta com o apoio do Conselho Nacional do Sesi, por meio do edital Conexão Sesi, e é resultado da união de atividades extracurriculares focadas no desenvolvimento da linguagem cinematográfica como ferramenta pedagógica, em interlocução com a indústria audiovisual.
A proposta foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio e implementada pela Universidade Internacional das Periferias (Uniperiferias).
A iniciativa combina formação técnica, experimentação artística e desenvolvimento de projetos audiovisuais, fortalecendo o acesso de jovens das periferias a oportunidades de aprendizado, expressão cultural e inserção profissional no setor criativo.
Mercado de trabalho Para o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior, o jovem da periferia tem histórias para contar, e o programa viabiliza essa oportunidade.
“O que nós buscamos é viabilizar esse acesso.
O Cine Sesi começa com um celular na mão para o jovem aprender sobre cinema.
A nossa ideia é viabilizar o mercado de trabalho.
A gente quer apoiar projetos que nasçam da realidade de cada território e, a partir disso, ampliar as oportunidades de quem vive aquele local”.
Vinícius Mano, gerente de Educação Básica da Firjan Sesi, o projeto tem como objetivo usar a linguagem cinematográfica para despertar o interesse e a curiosidade de desenvolver pensamento crítico dos estudantes.
Segundo Mateus Affonso, coordenador de Tecnologia e Inovação na Uniperiferias, trata-se de um projeto muito importante para os jovens, porque toca em um ponto que é a missão de lutar e promover a dignidade de sujeitos periféricos, de moradores de comunidades.
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