É hora de comprar títulos prefixados no Tesouro Direto, diz XP; investimento deve bater o CDI nos próximos anos
Os títulos prefixados costumam ser o patinho feio da renda fixa.
Por terem uma taxa fixa, que não corrige a inflação e não acompanha os juros, esses papéis só são indicados em uma janela específica da economia, em que juros e inflação convergem em seu favor.
Acontece que essa janela rara se abriu e esse momento é agora, segundo a XP.
Em relatório divulgado nesta semana, Rachel de Sá , estrategista de investimentos da XP, argumenta que o ambiente atual é historicamente favorável para os títulos prefixados.
A avaliação considera a trajetória esperada dos juros e uma análise de ciclos anteriores de afrouxamento monetário.
Os dados mostram que os títulos Tesouro Prefixado (LTNs), os papéis prefixados do Tesouro Direto , entregaram retorno superior ao CDI em 68,8% das janelas de queda de juros entre 2006 e 2025, quando carregadas até o vencimento.
E um detalhe importante é: os maiores excessos de retorno ocorreram justamente quando os juros partiram de patamares muito altos.
Considerando que a taxa Selic estava há poucos meses em 15% ao ano — o maior nível em quase duas décadas —, a posição da XP é de otimismo com os prefixados neste momento.
Por que a queda da Selic favorece os prefixados? Quando o investidor compra um Tesouro Prefixado na plataforma do Tesouro Direto , ele trava uma taxa conhecida até o vencimento.
Se, nos anos seguintes, os juros caírem, o mercado passa a aceitar retornos menores para esse investimento.
Mas quem contratou o título antes mantém a taxa original.
Digamos que você trave 13,8% de taxa anual em um título do Tesouro Direto, com uma aplicação de R$ 100 mil.
Mantendo esse investimento por dois anos e ignorando as oscilações de preço e taxa que são naturais para esse tipo de papel, o montante chegaria a aproximadamente R$ 130 mil apenas com o carrego .
Já um investimento em aplicações atreladas aos juros estaria sujeito à redução gradual da taxa Selic ao longo deste período.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.