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Segurança mudou versão e admitiu ter espancado homem no Rio, diz polícia

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Segurança mudou versão e admitiu ter espancado homem no Rio, diz polícia

Um dos seguranças envolvidos na morte de Cláudio Rafael Landeiro, que foi espancado em Copacabana , apareceu em uma gravação dando pauladas na vítima, apesar de ter negado as agressões anteriormente. Polícia diz que ele já admitiu o crime.

Davi Santos Machado tem um mandado de prisão temporária em aberto e está foragido até o momento. Ele é segurança e responde por abordar Cláudio e dar ao menos 30 pauladas na vítima, conforme mostraram imagens de câmera de um prédio na rua Felipe de Oliveira. Ao longo da investigação, o suspeito havia comparecido espontaneamente à delegacia algumas vezes.

Anteriormente, Davi havia assumido a abordagem, mas negava ter participado do linchamento —o que foi contrariado pelas provas. "Quando reparei a bicicleta, perguntei se era dele, e ele disse que não era. Falei que só ia entregar a bicicleta quando aparecesse o dono, ele foi teimando, querendo levar, eu fui e dei um soco no braço dele", disse o homem ao site de notícias Zona Sul Urgente, depois de depor sobre o caso na segunda-feira.

Ele alegava que dois entregadores tinham levado Cláudio para longe. "E não sei mais o que aconteceu lá. Estou sendo acusado por uma coisa que não fiz. Peço muito perdão por tudo o que aconteceu", declarou na ocasião.

Autoridades dizem que ele apresentou uma versão diferente inicialmente, mas admitiu o espancamento depois . "Com o avanço das diligências, contudo, admitiu participação direta nas agressões, reconhecendo que, juntamente com outros dois indivíduos, desferiu socos, pontapés e golpes com bastão/cassetete contra a vítima, inclusive na região da cabeça", diz trecho da ordem judicial obtida pelo UOL .

Um segundo segurança já foi preso . Jorge Luiz Ricardo Dias também tinha um mandado de prisão expedido e se entregou hoje na 12ª DP. Policiais dizem que ele abordou Cláudio junto com Davi, achando que a vítima tivesse furtado uma bicicleta.

Não há indícios, no entanto, de que Jorge tenha participado diretamente das agressões. Ainda conforme a Justiça, registros audiovisuais o mostraram ao lado de Davi desde a abordagem inicial até a disputa envolvendo o veículo. "Embora não haja registro de Jorge desferindo diretamente os golpes no momento culminante das agressões, a Autoridade Policial sustenta que os elementos colhidos revelam sua atuação conjunta na dinâmica criminosa", justifica o documento.

A polícia tenta agora identificar os dois outros homens envolvidos. "Os seguranças já foram identificados, agora falta identificar esses dois entregadores para fechar a investigação", falou o delegado Ângelo Lages à TV Globo nesta tarde.

O UOL tenta localizar as defesas de Davi e de Jorge. O espaço segue aberto para manifestação.

Bicicleta era de uma das irmãs de Cláudio, segundo a família. "Ele abordou meu irmão e supôs que ele era um ladrão, agrediu ele e deixou que outros homens o levassem para a rua Felipe de Oliveira, uma rua escura, para matá-lo", disse Fabiana Landeiro, uma das irmãs da vítima, em vídeo gravado e divulgado nas redes sociais.

Os suspeitos alternaram entre socos, chutes e cerca de 30 pauladas, que atingiram sua cabeça. No início, a vítima, tentou se esquivar, mas foi segurada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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