Ebola mata mais de 2.500 no Congo; equipes de saúde sofrem ataques
A epidemia de Ebola no Congo já matou mais de 2.500 pessoas e avança por uma área maior que a França, afirma o coordenador da ONU Julien Harneis, em relato ao "The Independent" .
Harneis afirma que o surto cresce mais rápido do que a capacidade de resposta na República Democrática do Congo. "A epidemia está se espalhando por uma área maior que a França e avança mais rápido e mais amplamente do que a resposta ao Ebola", disse.
O atual surto é o 17º de Ebola registrado no país e se tornou o maior de sua história em número de casos no fim de julho. A doença é causada pela espécie Bundibugyo do vírus, para a qual não há tratamentos ou vacinas aprovados.
Cerca de 160 profissionais de saúde contraíram Ebola durante a crise, e 43 deles morreram. A região afetada enfrenta conflitos há três décadas e tem grandes necessidades humanitárias, afirmou Harneis.
Mais de 260 incidentes contra trabalhadores da saúde foram registrados nos últimos seis meses, deixando oito mortos, informou Harneis. Profissionais e equipes de atendimento foram atacados por jovens, enquanto ambulâncias foram queimadas ou apedrejadas e unidades de saúde sofreram ataques.
Trabalhadores humanitários relatam que teorias conspiratórias levam parte das comunidades a tratar o vírus como uma fraude. Protocolos que impedem famílias de enterrar pessoalmente parentes mortos também aumentaram o ressentimento, de acordo com os relatos.
Harneis pediu mais financiamento para combater a epidemia e alertou que as reservas atuais podem acabar em semanas. Cortes na ajuda internacional reduziram a capacidade de atendimento humanitário nos últimos anos.
As operações também enfrentam dificuldades para pagar dezenas de milhares de pessoas mobilizadas na resposta. Restrições do governo a voos comerciais interromperam o envio de dinheiro em espécie a serviços bancários locais.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.