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“Não há como fugir da situação fiscal no próximo ano”, diz ex-presidente do BC

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“Não há como fugir da situação fiscal no próximo ano”, diz ex-presidente do BC

A combinação entre a expansão da dívida pública, a manutenção de programas sociais e a alta das taxas de juros no cenário internacional coloca a economia brasileira em um momento de extrema vulnerabilidade, de acordo com Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio da Tendências Consultoria.

Em entrevista ao programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo, o ex-BC fala sobre as incertezas da trajetória fiscal do país e a projeção de avanço da relação dívida/PIB, o que contribui para aumentar a desconfiança dos investidores e limita a capacidade do governo de gerar desenvolvimento de longo prazo.

Loyola também avaliou que o aumento do endividamento tem reflexos diretos sobre os indicadores de risco e a atração de capital.

“Eu acho que a situação macroeconômica é das mais delicadas.

Porque o governo Lula até agora expandiu muito o gasto público e a dívida pública”, disse.

“Esse período eleitoral adicionou mais gasto ainda e algumas promessas.

Então, não há como fugir de uma situação fiscal bastante difícil no próximo ano e nos próximos.” Leia mais: Ressaca fiscal deve cortar margens e exigir seleção criteriosa de ações, diz HIX O especialista destacou que os incentivos do governo para fazer a economia crescer esbarram na alta de juros do BC para conter a inflação.

Segundo ele, o governo esgotou “todo o seu arsenal para gerar atividade econômica” nos últimos meses, enquanto o BC “puxava o freio da economia” na outra ponta.

Além das incertezas internas, o cenário geopolítico também pesa consideravelmente; guerras e aperto monetário nas principais economias estão entre os principais fatores de pressão.

Loyola pontua que essas tensões no exterior reduzem o espaço para recuperação, preservando apenas setores específicos.

“A situação externa agora é bastante mais complicada, não apenas pelos juros mais altos, mas pelas tensões geopolíticas, que estão longe de acabar.

Eu vejo uma perspectiva de baixo crescimento para a economia brasileira nos próximos anos, com juros ainda elevados”, completou.

Leia também: Ibovespa tem quarta queda seguida, com exterior, balanços e fiscal; dólar dispara Resistência política a cortes de gastos pode levar à recessão A estratégia de focar o reequilíbrio das contas públicas na elevação da arrecadação, sem promover reformas estruturais profundas, é vista pelo mercado como insuficiente.

Medidas focadas no aumento de tributos, como o ajuste no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ou a revisão de isenções em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), tendem a retirar recursos do setor privado e gerar impacto negativo sobre a atividade econômica, segundo o especialista.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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