Cruzeiro admite Flamengo melhor, gesto olímpico que falta no futebol doente
Quando Abel Ferreira fala sobre o futebol estar doente, refere-se a muitas coisas.
Uma delas é a falta de compreensão da derrota. No De Primeira, de quarta-feira, um espectador enviou mensagem dizendo que aceitar que havia chance de perder era instalar o modelo interclasses. Não é. A importância de competir é o lema olímpico.
Foi o que fizeram o técnico Artur Jorge e o presidente do Cruzeiro, Pedro Lourenço, após a eliminação da Libertadores.
Como se fosse Nelson Cavaquinho, no ápice, ao cantar a fantástica "Flor e Espinho", composição de Alcides Caminha e Guilherme de Brito, Artur Jorge desfilou sua dor, sem desmerecer o adversário e, ao contrário, valorizando sua atuação.
O mesmo fez Pedro Lourenço, cujo sonho é dar ao Cruzeiro sua terceira Libertadores. Obrigou-se a admitir a superioridade do Flamengo.
O que sempre quisemos ensinar aos nossos filhos, quando pretendemos que gostassem de esporte — e de futebol — foi que compreendessem que, na vida, se ganha, perde e empata.
Desde 2019, a indústria da derrota criada por canais de comunicação clubistas que reproduzem frases como "perder não é normal." é o que mastiga a compreensão dos que aprenderam o valor da vitória na dor da derrota.
A entrevista de Abel Ferreira foi um desabafo sobre o que se espalha pela sociedade, a intolerância.
As respostas de Artur Jorge e Pedro Lourenço, o tom exato entre a dor de perder e a sabedoria de admitir que o adversário foi melhor.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.