Gui Ventura fugia do quartel para ser artista e agora vive Gilberto Gil no teatro
Antes de dar voz e corpo a Gilberto Gil , 84, Gui Ventura , 38, transformou a própria vida em uma extensa sala de ensaio.
Mineiro de Santa Luzia, cantor e ator desde a infância, ele fechou a agenda profissional em abril, mergulhou em entrevistas e documentários e passou a estudar cada gesto, pausa e ressonância vocal do músico baiano.
Quase ficou de fora: adiou a inscrição até os últimos momentos por medo de ser escolhido e não dar conta do papel.
“Fiquei me autossabotando.
Meu medo era me inscrever, ser chamado para fazer e não dar conta do recado.
Sou muito fã do Gilberto Gil e tinha essa responsabilidade toda”, contou à coluna GENTE .
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Siga o perfil @veja.gente A aprovação veio quando Gui estava de mochila nas costas, prestes a embarcar para São Paulo, onde gravaria outro trabalho.
Entre a preocupação de não perder o avião e o impacto da notícia, ficou “meio estático”.
Depois, não aceitou mais nenhum convite e iniciou uma rotina que começava oficialmente às 9 horas e terminava às 17 horas, mas continuava em casa, entre músicas, vídeos, textos e mapas desenhados para organizar tudo o que descobria.
“Colocava o limite de trabalhar em casa até as 10 da noite para conseguir dormir.
Se fosse até meia-noite, a cabeça não desligava.
Chega uma hora em que mais trabalho não é eficiente.
O descanso é mais importante”, afirmou.
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