Motorista bate voltando do trabalho e a seguradora nega o sinistro porque quem dirigia era o filho
Seguro negado por condutor não informado: quando a omissão do perfil realmente justifica a recusa
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR 🚗 O filho dirigia e a seguradora usou isso para negar tudo? Nem toda omissão sobre o condutor habitual justifica recusar o pagamento do sinistro. ⬇️
Um pai bateu o carro voltando do trabalho e teve o sinistro negado porque, na hora do acidente, quem dirigia era o filho, não declarado como condutor habitual na apólice. O caso levanta uma dúvida comum entre segurados: até que ponto essa omissão realmente autoriza a seguradora a recusar a cobertura.
O Código Civil , no artigo 766, trata como grave a omissão de informação que influencia a aceitação da proposta ou o valor do prêmio. Se o filho dirigia o carro com frequência e isso não foi declarado, a seguradora pode alegar que o risco real era maior do que o contratado.
Mas a negativa não pode ser automática. É preciso provar que a omissão foi relevante o suficiente para mudar as condições do contrato, não apenas usar o fato como pretexto genérico.
Nem toda condução eventual por outra pessoa da família configura omissão grave. Alguns pontos ajudam a reverter a negativa.
Sem esse conjunto de provas, a Justiça tende a considerar a negativa abusiva e obriga a seguradora a indenizar normalmente.
Ajuda bastante. Mostrar que a declaração da apólice refletia a realidade na época da contratação, e que mudanças no uso do carro ocorreram depois, fortalece a defesa contra a negativa de cobertura.
Guardar prints de conversas com o corretor sobre o perfil de uso declarado também pode servir como prova complementar em uma eventual disputa judicial.
O primeiro passo é pedir por escrito a justificativa detalhada da recusa, com a cláusula contratual usada como base. Sem essa formalização, fica mais difícil para a seguradora sustentar a decisão depois.
Susep e Procon aceitam reclamações sobre negativas de sinistro consideradas abusivas, além da via judicial, que permite reverter a recusa com indenização por danos morais em casos mais graves.
Vale, e evita justamente esse tipo de disputa. Declarar corretamente quem usa o veículo com frequência costuma até reduzir riscos de negativa, embora possa alterar o valor do prêmio pago.
Se o seu sinistro foi negado por um motivo parecido, não aceite a recusa sem questionar: às vezes o argumento da seguradora não resiste a uma análise mais cuidadosa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.