Toffoli suspende campanha digital, recursos e ida a debates do candidato Wilson Grassi
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a propaganda eleitoral digital, o acesso a recursos do fundo eleitoral e a participação em debates do candidato Veterinário Wilson Grassi, que concorre à Presidência da República. A decisão é semelhante à tomada em relação à candidatura de Renan Santos, que sofreu as mesmas sanções. Procurado, Wilson Grassi ainda não se manifestou.
De acordo com Toffoli, a campanha de Grassi só informou ao TSE em 28 de agosto, 17 dias após o pedido de registro de candidatura, a existência de oito perfis em redes sociais que são usados pela campanha. De acordo com a legislação eleitoral, perfis que já existiam deveriam ser informados à Corte no momento do registro. Já os criados posteriormente precisariam ser informados ao TSE 24 horas depois da criação. Segundo Toffoli, isso não ocorreu no caso de Grassi.
O ministro suspendeu a realização da propaganda eleitoral de toda a chapa, "por meio de quaisquer endereços eletrônicos de sítio, blog, rede social, sítio de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral". Além disso, "a suspensão de repasses de recursos do FEFC à chapa majoritária e da realização de gastos com eventuais recursos já repassados". Por fim, "a suspensão do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação".
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