"Fizeram uma armadilha para ele", diz tia de adolescente executado no Noroeste
“Fizeram uma armadilha para ele.” É assim que uma tia resume o que a família acredita ter acontecido com o adolescente de 15 anos executado a tiros na noite de sábado (15), no Jardim Noroeste, em Campo Grande.
Durante o velório realizado nesta segunda-feira (17), a familiar, que pediu para não ser identificada com medo de represálias, contestou a versão apresentada pelo suspeito preso e afirmou que o sobrinho não tinha envolvimento com facção criminosa.
Segundo ela, o adolescente faria 16 anos no próximo mês e estava prestes a ser pai.
A namorada, também de 16 anos, está grávida.
A família afirma que ele tinha planos de deixar o Jardim Noroeste, voltar para Dourados e construir uma casa com a companheira.
A tia disse que o adolescente havia se aproximado de algumas pessoas que, segundo a família, eram más companhias, mas que vinha tentando se afastar desse grupo.
Na sexta-feira (14), um dia antes de ser morto, ele teria ido à igreja e dito que queria mudar de vida para construir uma família com a namorada.
“Ele era tranquilo no dia a dia.
Depois que soube que a mulher dele estava grávida, ele morava com a avó e vivia tranquilamente.
Não era metido com esses negócios de facção”, afirmou.
Para a família, a versão que os suspeitos de assassinar o adolescente deram à polícia é inaceitável.
Paulo Gustavo da Silva Oliveira, de 19 anos, afirmou durante o interrogatório que foi agredido meses atrás em uma tabacaria e decidiu se vingar.
“Falaram isso do meu sobrinho para tentar inventar alguma coisa, eu acho.
Para colocar algum motivo, uma desculpa.
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