Força-tarefa lacra postos clandestinos ligados a empresários investigados por ligação com crime organizado
Viatura da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), usada nas fiscalizações fazendárias.
Divulgação/GESP Uma força-tarefa formada por órgãos estaduais e federais lacrou seis postos de combustíveis na capital paulista nesta sexta-feira (28), durante a Operação Bomba Oculta.
A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que completou um ano nesta sexta, e tem como objetivo combater fraudes fiscais, concorrência desleal e irregularidades no setor de combustíveis.
Além dos estabelecimentos lacrados em São Paulo, a operação prevê a suspensão de 228 inscrições estaduais no estado.
Ao todo, 910 postos de combustíveis terão as inscrições estaduais suspensas em São Paulo.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) já tornou 682 inscrições inaptas e, nesta sexta-feira, outras 228 estão sendo suspensas.
No país, 1.283 CNPJs de postos de combustíveis serão declarados inaptos.
Destes, 228 estão no Estado de São Paulo, sendo seis na capital.
A medida impede a emissão de documentos fiscais eletrônicos e restringe a movimentação cadastral das empresas envolvidas.
A operação começou às 8h, com a saída das equipes da sede da Sefaz-SP.
Cerca de 57 servidores participam da ação, entre profissionais da Sefaz-SP, Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP), Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
A Polícia Civil de São Paulo também dá apoio à operação.
Empresas de 'gaveta' Segundo os órgãos envolvidos, parte das empresas atingidas pela operação são os chamados CNPJs de "gaveta".
Eles seriam usados por postos de combustíveis para continuar funcionando mesmo depois de serem flagrados em irregularidades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.