Morador retorna para casa e encontra coqueiro adulto removido durante obra na calçada, ele questiona quem deve pagar pela retirada e substituição
Saiba quais documentos ajudam a identificar quem autorizou o corte e quem pode pagar pelos danos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um coqueiro adulto removido durante uma obra na calçada levou o morador a questionar quem deve pagar pela retirada e pela substituição da planta. A resposta depende da localização do exemplar, da autorização concedida e de quem executou o serviço. Prefeitura, concessionária, empreiteira ou particular podem assumir responsabilidades diferentes conforme as circunstâncias.
A primeira providência é descobrir se o coqueiro estava dentro do terreno, sobre a linha divisória ou na área pública da calçada. Uma planta cultivada no lote integra o imóvel particular. Quando está no passeio público ou faz parte da arborização urbana, sua gestão costuma seguir regras municipais, mesmo que tenha sido plantada e cuidada pelo morador. A identificação pode considerar:
As regras para poda e remoção de árvores ou palmeiras urbanas variam entre os municípios. Em muitas cidades, o corte na calçada depende de avaliação e autorização do órgão ambiental, da secretaria responsável ou de equipe credenciada. Uma obra de pavimentação, saneamento ou rede elétrica não elimina automaticamente a necessidade de cumprir essas exigências.
O morador pode solicitar cópia da ordem de serviço, da autorização para retirada e do laudo que justificou a intervenção. Esses documentos devem indicar se o coqueiro apresentava risco, conflito com tubulações ou impedimento técnico para o reparo. Também ajudam a identificar a empresa, o órgão público ou a concessionária que determinou a remoção.
A reposição não significa necessariamente plantar outro exemplar com o mesmo porte. O planejamento urbano pode proibir determinadas espécies por conflito com fiação, tubulações, acessibilidade ou largura do passeio. A prefeitura pode indicar uma muda adequada ao local e estabelecer tamanho, espaçamento, área permeável e cuidados durante o desenvolvimento.
Se o coqueiro estava dentro da propriedade e foi retirado indevidamente, o morador poderá pedir reparação compatível com o dano. Um profissional habilitado pode estimar o valor da planta, os custos de destoca, transporte, preparo do solo e novo plantio. Também devem ser considerados eventuais danos ao jardim, ao piso, ao muro ou às instalações subterrâneas.
O responsável pelo pagamento será definido pela origem da obra e pela regularidade do procedimento. Se uma empresa contratada retirou a planta sem autorização ou contrariou o projeto aprovado, ela poderá responder pelos prejuízos. Quando o serviço foi determinado por órgão público ou concessionária, é necessário analisar a ordem emitida e a atuação de seus agentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.