600 espécies de aves e até onças: conheça área de 11 mil hectares protegida por hotel na Amazônia
Floresta também serve de refúgio para uma ampla diversidade de grandes e médios mamíferos João Paulo Krajewski A ideia de que a preservação ambiental se opõe ao desenvolvimento econômico cai por terra no sul da Amazônia.
Nos municípios de Alta Floresta e Novo Mundo (MT), o Cristalino Lodge tornou-se um dos maiores exemplos práticos de como a atividade comercial, quando planejada com responsabilidade, é a principal financiadora da conservação.
O projeto começou com apenas 700 hectares e hoje protege mais de 11.399 hectares transformados em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram “Foi justamente esse modelo de negócio que permitiu a gente ir ampliando as áreas de conservação privada do hotel”, destaca Alexandre Da Riva, CEO do Cristalino Lodge.
Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: RANAVÍRUS: Vírus causa mortalidade em massa e queda de 83% na reprodução de perereca em SC PASSADO DE FOGO: Brasil tem vulcões? Marcas de erupções ainda estão pelo país; veja NOVOS PEIXES: Peixe recém-descoberto na Amazônia já enfrenta risco de desaparecer, aponta estudo Santuário de biodiversidade no sul da Amazônia A grandiosidade da área protegida justifica todo o esforço de conservação.
Considerada uma das regiões mais biodiversas do mundo, a área do Cristalino abriga cerca de 600 espécies de aves, o que representa aproximadamente um terço de todas as espécies registradas no Brasil, além de 1.010 espécies de borboletas, a maior lista já publicada para uma única localidade brasileira.
A riqueza da fauna local impressiona pela presença de sete espécies de primatas João Paulo Krajewski A riqueza da fauna local impressiona pela presença de sete espécies de primatas: o endêmico macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus), o macaco-da-noite (Aotus infulatus), o macaco-prego (Sapajus apella), o bugio-de-mãos-ruivas-de-spix (Alouatta discolor), o cuxiú-de-nariz-branco (Chiropotes albinasus), o raro sagui-de-emília (Mico emiliae) e o zogue-zogue (Plecturocebus moloch).
Desses, o macaco-prego, o macaco-aranha-de-cara-branca, o cuxiú-de-nariz-branco e o bugio-de-mãos-ruivas são frequentemente avistados pelos visitantes.
A floresta serve ainda de refúgio para uma ampla diversidade de grandes e médios mamíferos, como antas, ariranhas, lontras, veados, jaguatiricas e onças.
Uma estrutura de mínimo impacto e alto retorno ecossistêmico Para garantir a proteção de toda essa biodiversidade sem que o turismo degrade o ecossistema, a operação exige um planejamento rigoroso.
Dos mais de 11 mil hectares mantidos, apenas dois são ocupados pelas instalações da propriedade.
O espaço conta com energia 100% solar, compostagem e passeios conduzidos em grupos reduzidos de até oito pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.