Comprou na Casas Bahia, Tok&Stok ou Marabraz? Saiba como evitar prejuízos
Após pedidos de recuperação judicial da Casas Bahia, Tok&Stok e Marabraz, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) iniciou um monitoramento para resguardar os direitos de quem compra nessas varejistas.
A Senacon iniciou um monitoramento para acompanhar as redes após os pedidos de recuperação judicial. Se encontrar abusos contra o consumidor, o órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá multar as marcas, abrir processos ou iniciar investigações.
A crise financeira das empresas não altera as garantias do código de defesa do consumidor, segundo a Senacon. Prazos de entregas, garantias, trocas, cancelamentos e atendimento ao consumidor devem ser mantidos pelas empresas. Assim, por exemplo, atraso na entrega dá direito à troca ou ao cancelamento.
O pagamento de reembolsos pode sofrer atrasos, porque os pagamentos passam a depender de decisões da Justiça. Caso sejam aceitos os pedidos de recuperação, o recebimento dependerá do tipo da dívida e das regras do processo, onde o comprador deverá se habilitar para pedir o pagamento. O pedido do Grupo Toky, dono da Mobly e Tok&Stok, foi aceito. Casas Bahia e Marabraz ainda dependem de aval judicial definitivo.
Em caso de problema relacionado à compra, reúna documentos comprobatórios, como:
Sem solução no prazo legal, o cliente deve acionar órgãos de defesa ou a Justiça. O primeiro contato pode ser feito com o Procon local.
Quem deseja fazer novas compras nas lojas deve redobrar o cuidado. A secretaria orienta a checar prazos, políticas de cancelamento e a guardar notas fiscais.
O governo indica usar somente os canais oficiais de cobrança das marcas e guardar recibos. Fraudadores usam crises para oferecer renegociações falsas e boletos falsificados. Não clique em links suspeitos por mensagens e sempre confira para quem você está enviando pagamentos.
Quem tem parcelas de carnês ou financiamentos em aberto deve continuar pagando normalmente. Atrasos podem gerar juros e inadimplência.
A Tok&Stok ignorou as cobranças oficiais do governo federal sobre a continuidade das entregas. A rede de móveis não respondeu à secretaria até o fechamento do comunicado. Havia pedidos de esclarecimentos sobre as operações e medidas de segurança para os envios.
Casas Bahia e Marabraz cooperaram, orientando compradores a formalizarem problemas na loja. Casos sem solução devem ser denunciados ao Procon local.
O grupo Casas Bahia fez pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. A ação foi protocolada em 16 de agosto de 2026. A crise financeira do grupo foi agravada pelo custo de financiamento elevado, pela queda no consumo das famílias e pelo fracasso em conseguir dinheiro com investidores estrangeiros para salvar o caixa. A recuperação judicial ainda não foi aceita. A holding é dona das marcas Casas Bahia, Ponto (antigo Pontofrio), Extra.com.br, Bartira, Casas Bahia Pay e CB Full.
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido do Grupo Toky , que quer refinanciar uma dívida de R$ 1,1 bilhão. A confirmação ocorreu no dia 13 de julho de 2026.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.