Inflação dos EUA segue acima da meta e PIB reforça resiliência da economia
A inflação dos Estados Unidos segue acima da meta perseguida pelo Fed (Federal Reserve), banco central americano, e a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) divulgada hoje reforça a leitura de uma economia resiliente no país.
Inflação anual dos Estados Unidos medida pelo PCE ficou em 3,7% em julho. O índice de preços de gastos com consumo repetiu o resultado de junho e permaneceu bem acima da meta de 2% do Fed, segundo dados do Departamento de Comércio dos EUA.
Resultado do PCE veio acima do que o mercado esperava. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 3,6% em 12 meses, abaixo do número divulgado.
Na comparação mensal, o PCE subiu 0,2% em julho. O avanço também superou as previsões e veio após queda de 0,1% em junho, que havia sido o resultado mais fraco desde abril de 2020.
Prévia do PIB do segundo trimestre manteve crescimento anualizado de 1,5%. A segunda estimativa confirmou a leitura inicial e mostrou que a economia norte-americana cresceu menos do que o esperado por analistas consultados pela FactSet, que projetavam 1,8%.
Chamou a atenção o crescimento dos gastos e da renda, ambos ligeiramente acima do esperado. Por um lado, isso é positivo, porque mostra a resiliência da economia americana. Por outro, reforça as preocupações com a inflação. Os preços de energia continuam pressionados, mas o principal destaque foi a inflação de serviços, que avançou 0,3% no mês. Esse componente tem menos relação com conflitos geopolíticos ou oscilações nos preços dos alimentos e está mais associado a uma inflação persistente e pegajosa. William Castro Alves, economista-chefe da Avenue
Fed manteve os juros na última reunião, mas debate sobre nova alta segue aberto. Em julho, o Banco Central deixou a taxa no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano , com três votos a favor de um aumento imediato de 0,25 ponto percentual.
A ata da reunião de julho indicou preocupação com a inflação e abriu espaço para aperto monetário. O documento registrou que muitos participantes avaliaram que um aperto na política monetária provavelmente será necessário se a inflação não recuar.
Fed citou que a inflação permanece elevada em relação à meta de 2%. No comunicado da decisão de julho, o comitê afirmou que a alta de preços reflete, em parte, choques de oferta que pressionaram setores como o de energia.
Economistas veem chance de o mercado voltar a precificar alta de juros já em setembro. "O ponto principal é que uma economia resiliente, combinada com um dado de inflação mais forte, pode recolocar na mesa a possibilidade de alta dos juros em setembro. É isso que o mercado começa a precificar", disse William Castro Alves, economista-chefe da Avenue.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.