Dólar cai 1% e Bolsa sobe 1,84% com cenário político no radar
O dólar fechou em queda de 1%, cotado a R$ 5,142, nesta sexta-feira (21), acompanhando o desempenho da divisa norte-americana no exterior.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, também teve um dia movimentado e encerrou o pregão com alta de 1,84%, aos 171.017 pontos.
Vale e bancos ficaram entre os principais suportes do índice.
No cenário doméstico, os investidores monitoraram o noticiário político, à espera da divulgação de uma nova pesquisa Datafolha, prevista para as 18h40.
Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, diz que apesar da recuperação, agosto segue negativo para a Bolsa, com a saída de capital estrangeiro sendo o principal vetor.
Até o dia 19, os saques somavam cerca de R$ 22 bilhões no mês, refletindo tanto a rotação global para ativos de tecnologia quanto o aumento da sensibilidade ao risco eleitoral e fiscal.
Para Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a Bolsa brasileira encontrou um importante suporte no desempenho de suas principais blue chips -ações de empresas grandes, sólidas e líderes de mercado-, especialmente Vale e Petrobras.
Segundo ela, o acirramento das tensões no Oriente Médio impulsiona os preços do petróleo e de outras matérias-primas no mercado internacional, beneficiando diretamente as grandes empresas exportadoras que compõem o índice.
A fraqueza do dólar ante outras moedas ocorre em meio a questionamentos de investidores sobre os esforços do Tesouro dos Estados Unidos para acalmar o mercado de títulos.
Segundo os agentes, as medidas adotadas pelo órgão para conter a pressão nesse mercado podem acabar afetando a confiança na moeda americana.
A preocupação ganhou força após o rendimento dos títulos de 30 anos chegar a quase 5,34% na terça-feira (18), o maior nível desde 2007.
Diante da alta, o Tesouro dos EUA decidiu aumentar o volume de recompra de títulos de longo prazo.
A medida reduziu os rendimentos e favoreceu a busca por ativos de mercados emergentes.
O órgão informou que elevará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões o volume das operações de recompra de títulos com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos.
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