Dólar cai a R$ 5,14 e Bolsa sobe com alívio na aversão a riscos na economia
O dólar fechou com firme viés de baixa hoje, a R$ 5,144, na mínima da semana, e a Bolsa teve pregão positivo para o índice de ações Ibovespa pela terceira sessão seguida, em dia influenciado por alívio na aversão a risco nos mercados globais, avanço das Bolsas no exterior e fluxo externo.
Dólar fechou em queda. A moeda dos Estados Unidos fechou cotada no comercial para a venda a R$ 5,144, variação de menos 0,93% ante fechamento de ontem. A cotação é a menor desde 10 de agosto, para fechamento, abaixo do piso da faixa na qual a divisa oscilou nesta semana, de R$ 5,17 a R$ 5,22.
Preço do petróleo emendou a sexta alta. O contrato futuro do Brent com vencimento em outubro subiu 0,65%, cotado a US$ 94,39.
Mercado monitorou comportamento de juros americanos em meio ao crescimento da dívida dos Estados Unidos. O avanço do endividamento recorde a US$ 40 trilhões eleva o custo financeiro no país, pressiona as taxas dos títulos do Tesouro americano e influencia o fluxo global de recursos.
Países emergentes precisam oferecer um prêmio adicional para continuar atraentes para investidores globais. Isso pode reduzir ou tornar mais seletivo o fluxo de capital para o Brasil, pressionar o real e aumentar a volatilidade da Bolsa, principalmente em empresas mais sensíveis a juros e dependentes de capital estrangeiro. Marcela Rocha, economista e chefe de investimentos da Avenue
Ibovespa teve pregão com firme viés positivo. O indicador avançava 1,84% faltando 20 minutos para o fim do pregão, atingindo 171.014 pontos.
Fluxo de recursos externos tende a ajudar Bolsa brasileira a sustentar reação. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, subiu pouco ontem, apenas 0,06%, mas o suficiente para manter a tendência positiva após ganho de 0,9% na véspera, quando encerrou uma sequência de 11 sessões seguidos de perdas.
Na semana, Ibovespa teve alta. A variação positiva ontem e na quarta-feira reduziu em parte as perdas apuradas na sequência de 11 quedas seguidas, que chegaram a derrubar o indicador em 6,6%.
Desempenho das ações de maior peso no Ibovespa é chave para a Bolsa . As ações da Petrobras, que representam 12,6% do índice das ações mais negociadas, e da Vale, que respondem por 11% do indicador, têm sustentado o ganho do indicador. Esses papéis são mais movimentados quando estrangeiros estão ajustando suas carteiras no mercado brasileiro.
Petrobras subiu 7% em seis pregões de alta. Na sequência seguida, as ações PN (preferenciais a dividendos) subiram de R$ 41,45 a R$ 44,32, ganho de 7%. No fim da tarde de hoje, operava a R$ 44,28, baixa de 0,09%. A alta no preço do petróleo e notícias positivas sobre exploração na Foz do Amazonas têm sustentado o desempenho da companhia na Bolsa, após empresa reportar também ao maior lucro desde 2022 , de R$ 54,2 bilhões no segundo trimestre.
Petroleira avança em negociação por blocos exploratórios em Gana. Petrobras apresentou manifestação de interesse em blocos exploratórios localizados em áreas marítimas da Bacia de Keta , em Gana, na costa oeste da África.
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