IA ficou mais acessível, mas empresas ainda precisam preparar pessoas para gerar resultados
A tecnologia avançou dentro das organizações, mas capacitação, liderança e adaptação dos profissionais definem se a inteligência artificial será incorporada de forma estratégica
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de muitas empresas brasileiras, mas o acesso às ferramentas não garante, sozinho, aumento de produtividade. Dados da pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, divulgada em 2026, mostram que a proporção de companhias que utilizam IA passou de 13% em 2024 para 17% em 2025. Entre grandes organizações, o índice chegou a 50%, indicando que a tecnologia deixou de ser uma aposta distante e passou a integrar decisões de negócio.
Para Bruno Omeltech, administrador, contador e especialista em gestão de pessoas, fundador e CEO da Omeltech, hub de educação corporativa especializado em jornadas de aprendizagem e capacitação para médias e grandes empresas, o principal desafio agora está menos relacionado à aquisição das ferramentas e mais à preparação dos profissionais que irão utilizá-las.
“Muitas empresas começaram pela tecnologia antes de olhar para as pessoas. A inteligência artificial pode acelerar processos, mas isso acontece quando os colaboradores entendem como aplicá-la aos problemas reais do negócio”, afirma.
O avanço da inteligência artificial também alcançou empresas menores. Segundo o Cetic.br, entre organizações com 10 a 49 funcionários, a utilização da tecnologia cresceu de 10% para 15% entre 2024 e 2025. Apesar da expansão, existe uma diferença entre disponibilizar uma ferramenta e transformar sua utilização em resultado.
O Work Trend Index 2026, da Microsoft, realizado com 20 mil profissionais em dez países, incluindo o Brasil, mostrou que fatores como cultura organizacional, apoio das lideranças e desenvolvimento de competências têm impacto superior ao uso individual da tecnologia.
Na prática, isso significa que duas empresas podem contratar as mesmas soluções de inteligência artificial e obter resultados completamente diferentes. Enquanto alguns profissionais utilizam a ferramenta para análise de dados, planejamento e automação de tarefas, outros permanecem restritos a aplicações básicas por falta de orientação sobre como incorporar a tecnologia ao trabalho.
“Quando a empresa entrega uma ferramenta sem explicar quais problemas ela deve resolver, a IA vira apenas mais uma plataforma utilizada no dia a dia. O primeiro passo é mostrar onde ela pode gerar valor e como os resultados serão acompanhados”, explica Bruno Omeltech.
Com a expansão da inteligência artificial para áreas como recursos humanos, atendimento, financeiro, comunicação e comercial, a implementação deixou de ser uma responsabilidade exclusiva dos departamentos de tecnologia.
Para Bruno Omeltech, os líderes passam a ter uma função decisiva nesse processo, pois precisam compreender como a IA modifica processos e influencia a forma como as equipes trabalham. “A inteligência artificial não é apenas uma mudança de ferramenta. Ela altera processos, responsabilidades e modelos de decisão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.