Campanha de Lula usa “tracking” para minimizar falas sobre lobista
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se apoia em tracking para minimizar a declaração dada pelo petista de que nunca viu nem conheceu a empresária e lobista Roberta Luchsinger , amiga de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A sigla fez uma pesquisa logo depois da sabatina da TV Globo , na noite de 5ª feira (27.ago.2026), para avaliar o impacto da entrevista.
Segundo os dados levantados, a soma dos que consideraram ótimo, bom e regular atingiu 73%, enquanto 27% avaliaram o desempenho de Lula como ruim ou péssimo.
Ao todo, 2.500 pessoas foram entrevistadas.
Trackings são pesquisas que campanhas políticas costumam fazer para consumo interno, buscando medir impactos e identificar oscilações de intenção de voto em um curto período.
Servem para corrigir o rumo ou manter o que está dando certo.
Diferem das pesquisas eleitorais de intenção de voto, que precisam ter um registro no Tribunal Superior Eleitoral e seguir outros requisitos, como informar o período em que foi feita, metodologia adotada, nome do contratante, quanto custou, origem dos recursos, abrangência, margem de erro, etc.
Na 5ª feira (27.ago), Lula chamou Luchsinger de “pilantra” e disse não conhecê-la.
“Não conheço essa moça.
Nunca vi na minha vida.
Nunca conversei com essa moça.
Ela nunca esteve próxima de mim.
Malandro é igual em qualquer lugar do mundo” , declarou o petista.
Porém, no perfil de Luchsinger no Instagram, há pelo menos 12 fotos em que ela aparece ao lado do presidente.
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