Denúncia aponta irregularidades em licitações de Água Fria
Uma denúncia anônima protocolada no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) aponta graves indícios de corrupção em obras de adequação de estradas vicinais realizadas pela Prefeitura de Água Fria, no Centro-Norte baiano, no ano de 2024, na gestão do prefeito Renan Araújo Barros, o Renan de Ziza (PSD).Segundo o documento, as irregularidades abrangem desde o planejamento e licitação até o pagamento de mais de R$ 3 milhões por serviços supostamente inexistentes ou deteriorados.A prefeitura realizou dois pregões para contratar serviços complexos de engenharia rodoviária, o que viola a legislação, que restringe o pregão a serviços comuns de engenharia.O primeiro pregão de nº 008/2024, contou com apenas três proponentes.
A RSH Construtora ofertou R$ 11.825.485,98.
A Rota Empreendimentos e Transportes e a Construsete Construtora apresentaram, ambas, R$ 12.537.329,81, valor exatamente coincidente.A empresa vencedora deste pregão foi a RSH Construtora Ltda.
No entanto, os atos subsequentes de adjudicação e homologação modificaram a identidade do vencedor, atribuindo o objeto da licitação ao Consórcio R-PAV, formado pela RSH Construtora e integrado também pela Pavnorte Construtora Ltda., empresa que não participou da disputa licitatória e nem sequer apareceu como licitante na sessão pública.No âmbito da segunda contratação, a contratada direta foi a própria RSH Construtora Ltda., desta vez atuando de forma individual e fora do consórcio no valor de R$ 1.561.620,00.
Leia Também: CAMPANHA Lula fará ato em trajeto inverso de tradicional circuito do Carnaval FRAUDE À COTA Compra de depoimento por R$ 16 mil gera investigação em Nordestina EXTREMOS ETÁRIOS Candidatos separados por seis décadas disputam votação na Alba Obra milionária paradaAinda de acordo com a denúncia, um montante total de R$ 3.120.927,44 foi integralmente pago nos dois contratos por mais de 90.000 m² de regularização de subleito e 15.000 m³ de sub-base acumulados.No entanto, vistorias técnicas aéreas e presenciais em julho e agosto de 2026 constataram que a obra estava paralisada, sem trabalhadores ativos, sem canteiro operando e sem as placas obrigatórias de identificação.A reportagem não conseguiu o contato da prefeitura para comentar o teor da acusação.
O espaço segue aberto.
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