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EUA voltam a bombardear Pacífico após dois meses de trégua e em meio a ofensiva retórica

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EUA voltam a bombardear Pacífico após dois meses de trégua e em meio a ofensiva retórica

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Após dois meses de aparente trégua em operações na América do Sul , os Estados Unidos retomaram os ataques a lanchas que supostamente carregam drogas nas águas da região, matando duas pessoas em uma embarcação no oceano Pacífico.

O modus operandi não mudou: na segunda-feira (24), o Comando Sul dos EUA divulgou, sem mostrar qualquer evidência, que havia feito "um ataque cinético letal contra uma embarcação que operava discretamente em rotas de narcotráfico estabelecidas no Pacífico Oriental".

"A operação resultou na morte de dois narcoterroristas", escreveu a unidade em sua conta no X, em uma mensagem acompanhada de um vídeo da suposta operação, semelhante aos outros mais de 60 ataques que já mataram ao menos 220 pessoas até agora: uma lancha em movimento sendo atingida por um projétil e explodindo em chamas.

"Deixe-me ser claro: não permitiremos que narcoterroristas operem impunemente no hemisfério ocidental nem que seu veneno mortal chegue às comunidades americanas. Esta operação é uma demonstração poderosa de nossa precisão letal, capacidade esmagadora e determinação absoluta em proteger o território dos EUA", afirmou o general Francis Donovan, responsável pelo Comando Sul.

O ataque teria ocorrido no domingo (23), mais de dois meses após 21 de junho, quando a última ofensiva do tipo havia ocorrido —ou sido anunciada. A operação de junho matou duas pessoas acusadas pelos EUA de serem narcotraficantes, enquanto outras seis que estavam na embarcação sobreviveram ao míssil americano.

Naquele dia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella era eleito presidente da Colômbia , marco de uma guinada ideológica na América do Sul que colocou aliados de Donald Trump na Presidência de diversos países.

A rota marítima não é a principal via de tráfico para os EUA, e a quantidade de fentanil que passa pelo Caribe, segundo os especialistas, é irrisória —o opioide é responsável por uma grave crise de saúde pública em cidades americanas, razão pela qual frases como a do general Donovan, que citou um "veneno mortal" nos EUA ao falar do ataque, podem reverberar tanto no país.

A ofensiva começou em setembro justamente como uma forma de pressionar adversários do republicano na região, sendo o principal deles Nicolás Maduro , atualmente preso em Nova York após ser capturado pelos EUA em Caracas no começo do ano.

Até o final de outubro do ano passado, todos os ataques haviam ocorrido no Caribe, perto da Venezuela . Na época, Washington até mesmo enviou o USS Gerald Ford , o maior porta-aviões do mundo, para as proximidades da costa do país, o que fez Maduro colocar suas tropas em alerta.

Após a captura do ditador, houve uma pausa de três semanas nos ataques, e, desde então, a frequência das operações caiu. No primeiro semestre, um dos principais adversários de Trump na região, Gustavo Petro , ainda estava no poder, e o republicano chegou a afirmar que era "uma boa ideia" fazer com o colombiano o que os EUA haviam feito com Maduro.

Desde então, a região se tornou muito mais aberta às pretensões de Trump.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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