Blockchain.Rio debate regulação e avanço de stablecoins
O Rio de Janeiro sedia o Blockchain.Rio, um dos principais eventos da América Latina sobre ativos digitais, tokenização e o futuro do sistema financeiro.
O encontro reúne reguladores, bancos, empresas de tecnologia e investidores para discutir como essas novas tecnologias estão transformando os mercados e os meios de pagamento.
Entre os principais temas estão a regulação dos ativos digitais e o avanço das stablecoins.
Um dos desafios discutidos no evento é justamente como fazer com que essas tecnologias deixem de ser apenas soluções em fase de testes e ganhem escala no mercado financeiro.
Os grandes bancos já acompanham esse movimento e avaliam as oportunidades de aplicação.
Leia Mais Bitcoin opera estável em sessão de CPI dos EUA dentro do esperado S&P 500 e Nasdaq fecham em alta impulsionados por resultados a CoreWeave Ibovespa recua com temor fiscal no radar; dólar sobe a R$ 5,17 Tokenização ganha espaço A tokenização, que consiste na representação digital de ativos existentes no mercado tradicional, aparece como uma das principais frentes de inovação.
Na prática, a tecnologia pode permitir a movimentação digital de ativos, garantias e colaterais, tornando operações financeiras mais ágeis.
Um dos participantes do evento destacou o potencial da tokenização para produtos de investimento e operações de crédito, além da possibilidade de, no futuro, alcançar bens duráveis, como imóveis e veículos.
Stablecoins e mercado internacional As stablecoins também ocupam posição central nas discussões .
Segundo especialistas, esses ativos funcionam como instrumentos de liquidação dentro de uma infraestrutura tokenizada, podendo ser utilizados em operações envolvendo garantias, ativos digitais e pagamentos.
No Brasil, a existência do Pix, que já oferece uma infraestrutura eficiente para pagamentos domésticos, faz com que as stablecoins tenham maior potencial de aplicação em transações internacionais e no mercado de câmbio.
Nos Estados Unidos, onde não há um sistema equivalente ao Pix, o uso de depósitos tokenizados para pagamentos também está entre as alternativas em estudo.
Regulação avança no Brasil A expansão dessas soluções, no entanto, depende de um ambiente regulatório seguro e previsível.
Em julho, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) criou um grupo de trabalho para estudar a tokenização de valores mobiliários, analisar experiências no Brasil e no exterior e avaliar possíveis aperfeiçoamentos nas regras.
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