'Revoltante o depoimento de um réu confesso pautar discussão', diz Brandão
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB) , reagiu às acusações de que teria recebido valores dentro do Palácio dos Leões, sede do governo, e disse ser "revoltante" que o debate seja guiado pelo depoimento de um réu confesso.
Recebo com indignação a acusação de que eu seria chefe de uma organização criminosa e de que recebi valores de um criminoso dentro do Palácio. Isso é inadmissível! Carlos Brandão, em nota oficial enviada ao UOL
A colunista do UOL Daniela Lima publicou hoje que Gilbson Cutrim, condenado a 13 anos de cadeia pelo homicídio de um empresário maranhense, disse, em depoimento à Polícia Federal, que levava propina para o grupo do governador Brandão "dentro do palácio" .
O governador do MA criticou o peso dado ao relato de um condenado por homicídio e disse que a credibilidade do depoente não tem sido questionada. Na avaliação dele, o depoimento de Cutrim passou a pautar a discussão pública sem elementos que comprovem as acusações.
É revoltante ver que o depoimento de um réu confesso, que cumpre pena por um assassinato em local público e que mudou a versão sobre o caso, está pautando a discussão, sem qualquer questionamento sobre sua credibilidade ou veracidade. Não há sequer uma prova de todas essas inverdades que estão sendo ditas. Carlos Brandão
Brandão também afirmou que as acusações começaram após um rompimento entre grupos políticos e disse que construiu patrimônio e trajetória com trabalho. Ele declarou que não aceita ter a história "jogada na lama" e citou ter 35 anos de vida pública.
Tenho 35 anos de vida pública e, até antes do rompimento entre grupos políticos, nunca tinha respondido a nenhum processo. Foi só depois disso que passei a ser alvo de acusações e ações judiciais. Tudo que construí na vida, minha trajetória, minha família, meu patrimônio, foi com muito trabalho. Não aceito que queiram jogar minha história na lama. Carlos Brandão
O governador reclamou que a defesa não teve acesso integral aos autos do inquérito e disse que decisões foram divulgadas de forma seletiva. Na semana passada, criticou o ministro do STF Flávio Dino e disse que o Supremo "não tem competência" para julgar casos que envolvem governadores de estado. Dino, em notas já publicadas por seu gabinete, afastou a hipótese de suspeição no caso.
Destaco que minha defesa continua não tendo acesso à integralidade dos autos do inquérito. Mesmo assim, seletivamente, foram publicizadas três decisões. Destas, me chamou atenção o fato de que a própria Procuradoria-Geral da República se manifestou no sentido de que este caso não deve ser conduzido pelo Supremo Tribunal Federal. Carlos Brandão, em nota oficial
Na mesma nota, Brandão disse ter confiança de que a versão dele vai prevalecer e citou aprovação acima de 70% no cargo. Ele afirmou que seguirá focado em trabalhar pelo estado.
Tenho serenidade de que a verdade vai prevalecer. Inclusive, enquanto governador, tenho mais de 70% de aprovação. Por isso, sigo focado no que sempre fiz ao longo de toda a minha vida pública: trabalhar muito pelo povo do Maranhão. Carlos Brandão
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