Motorista tem o carro roubado depois de deixar a chave dentro do veículo, aciona o seguro e a seguradora nega a indenização, alegando negligência do proprietário
Entenda como apólice, imagens, boletim e conduta do motorista influenciam a análise
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Deixar a chave dentro do carro pode transformar um roubo em uma disputa com a seguradora. Mesmo quando a apólice prevê cobertura para roubo e furto, a empresa pode investigar se a conduta do proprietário facilitou a ocorrência do sinistro. Nessa análise, entram em cena as condições do seguro auto, o boletim de ocorrência, a dinâmica do crime e a alegação de negligência.
A cobertura para roubo e furto normalmente protege o automóvel quando ocorre a subtração prevista nas condições da apólice. Porém, a seguradora pode avaliar de que forma o veículo estava guardado e se houve alguma circunstância capaz de aumentar o risco originalmente assumido no contrato.
Deixar a chave dentro do automóvel pode ser considerado um fator relevante porque facilita o acesso e a retirada do carro. Durante a regulação do sinistro, alguns pontos costumam ser observados para reconstruir o que aconteceu:
A alegação de negligência do proprietário costuma aparecer quando a empresa entende que uma atitude do segurado tornou o roubo mais fácil ou aumentou de maneira relevante a exposição do veículo ao risco. Uma chave deixada no contato, por exemplo, pode receber avaliação diferente de uma chave escondida no interior de um automóvel devidamente trancado.
Isso não significa que qualquer descuido leve automaticamente à perda da indenização. A seguradora precisa fundamentar a recusa com base no contrato e nas circunstâncias concretas do sinistro. O comportamento do motorista, a forma de abordagem e a existência de violência ou ameaça podem modificar completamente a análise.
Não necessariamente. A ausência de uma das chaves pode gerar questionamentos durante a análise, mas precisa ser examinada junto com o restante das provas. O proprietário pode ter perdido uma chave anteriormente, entregado o veículo a outra pessoa ou deixado o item dentro do carro por uma circunstância específica.
A negativa de indenização também deve indicar claramente por que aquele fato foi considerado suficiente para afastar a cobertura. A existência de uma condição contratual, a conduta do segurado e a relação entre essa conduta e o roubo são pontos relevantes para compreender a decisão tomada pela seguradora.
Depois da comunicação do roubo, a seguradora pode solicitar documentos e conferir se o relato apresenta coerência com os demais registros disponíveis. A investigação não se limita ao desaparecimento do carro. Ela pode examinar como o proprietário deixou o veículo e o que ocorreu nos minutos anteriores à subtração.
O primeiro passo é solicitar ou guardar a justificativa formal apresentada pela seguradora. Apólice, condições gerais, proposta de contratação, boletim de ocorrência e registros de atendimento ajudam a verificar qual cláusula foi utilizada para sustentar a recusa e quais fatos foram considerados durante a regulação.
Também vale preservar imagens, mensagens, testemunhos e qualquer documento capaz de demonstrar a dinâmica do roubo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.