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Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas

O Antagonista ·
Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas

Nascida escravizada em 1848, ela só aprendeu a ler e escrever depois dos 110 anos, numa turma noturna em Chattanooga

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Quem era Mary Hardway Walker e como foi sua vida de trabalho. Quais perdas pessoais ela enfrentou ao longo da vida. Por que ela decidiu se matricular já centenária. Como foi aprender a ler, escrever e fazer contas depois dos 110 anos. Por que a história de Mary Hardway Walker segue sendo lembrada. Nascida ainda escravizada em 1848, uma mulher americana passou praticamente toda a vida trabalhando em serviços domésticos, sem qualquer acesso à educação formal, até decidir, já com mais de 110 anos de idade, se matricular numa turma noturna de alfabetização.

Mary Hardway Walker nasceu escravizada no estado americano do Alabama, em 1848, contexto que já determinava, desde o nascimento, a ausência de qualquer acesso à educação formal disponível para a maioria das crianças brancas da época.

Ao longo da vida, ela trabalhou em diferentes funções domésticas, atuando como babá, faxineira e cozinheira, ocupações que sustentaram sua subsistência por décadas, mas que também mantiveram a educação formal permanentemente fora de alcance durante praticamente toda a vida adulta.

Além das dificuldades relacionadas ao trabalho e à ausência de educação formal, Mary também enfrentou perdas pessoais significativas ao longo da vida, incluindo a morte do marido e dos três filhos, golpes que se somaram a uma trajetória já marcada por décadas de trabalho braçal contínuo.

Essas perdas familiares, combinadas com a rotina de trabalho constante em serviços domésticos, tornavam a possibilidade de retomar ou iniciar qualquer tipo de educação formal ainda mais distante, cenário que persistiu por praticamente todo o restante de sua vida adulta.

Já com mais de 110 anos de idade, vivendo na cidade de Chattanooga, Mary decidiu se matricular num programa local de alfabetização voltado para adultos, iniciativa que finalmente lhe oferecia a oportunidade de aprender a ler e escrever depois de mais de um século sem qualquer acesso a esse tipo de educação formal.

Essa decisão, tomada numa fase tão avançada da vida, contrariava diretamente a expectativa comum de que a alfabetização deveria necessariamente ocorrer ainda na infância, reforçando que o desejo de aprender a ler e escrever pode permanecer presente independentemente da idade.

No programa de alfabetização em Chattanooga, Mary aprendeu progressivamente a ler, escrever e realizar operações básicas de matemática, processo que exigiu adaptação tanto da própria aluna quanto dos educadores responsáveis, pouco acostumados a lidar com um caso de alfabetização iniciado numa idade tão avançada.

Completar esse processo de aprendizagem básica depois de mais de um século de vida representou, na prática, reverter uma lacuna educacional que havia acompanhado Mary desde a infância, marcada pela ausência de qualquer acesso escolar durante o período em que nasceu e cresceu ainda sob a condição de escravizada.

O caso de Mary Hardway Walker permanece como um dos exemplos mais citados sobre a possibilidade de aprendizagem em qualquer fase da vida, especialment

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