VÍDEO: mãe denuncia que filha recebeu diagnóstico errado com mesma psicopatia do Maníaco do Parque
Uma adolescente de 16 anos foi diagnosticada erradamente, aos 14 anos, com transtorno de personalidade antissocial, condição associada ao código F60.2 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), mas o diagnóstico foi posteriormente contestado após uma nova avaliação médica, que identificou autismo.
Mãe denuncia atendimento de psiquiatra sem especialização em UBS de Maceió 🔎 O código F60.2 corresponde ao transtorno de personalidade dissocial, também denominado anti social, e inclui os termos psicopático e sociopático na classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O F60.2 foi associado em laudos periciais do caso de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que confessou o estupro e morte de 7 mulheres, em 1998.
Pelos crimes, ele foi condenado a mais de 208 anos de prisão. 📱Participe do canal do g1 Alagoas A classificação, porém, não significa que todas as pessoas com esse diagnóstico apresentem o mesmo comportamento ou histórico de Francisco de Assis.
Segundo a mãe da jovem, a jornalista Thaís França, a filha passou por internações psiquiátricas e recebeu medicamentos durante dois anos e nove meses de acompanhamento na rede pública municipal de Maceió, em um tratamento que ela afirma ter provocado prejuízos à jovem.
Mãe de jovem vítima de diagnóstico médico errado Reprodução TV Asa Branca Ainda de acordo com a mãe, a médica que acompanhou a adolescente não tinha Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em psiquiatria.
A ausência desse registro significa que a profissional não poderia se anunciar publicamente como especialista na área.
A falta do RQE, por si só, não impede um médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina de atender pacientes em diferentes áreas, mas a atuação deve respeitar sua capacidade técnica e os limites de sua formação.
Thaís conta que, durante o período em que a filha recebeu o diagnóstico, a adolescente apresentou alterações de comportamento, irritabilidade intensa e crises que levaram a sucessivas internações no Hospital Escola Portugal Ramalho, em Maceió.
Segundo ela, a jovem também passou a utilizar diversos medicamentos, cuja necessidade está sendo reavaliada pela equipe que a acompanha atualmente.
“Estou com uma adolescente dentro de casa, hiperssexualizada, agressiva, com irritabilidade extrema, tentando suicídio, com tristeza, sem querer sair e, ao mesmo tempo, com risco de fuga”, relatou a mãe ao descrever as dificuldades enfrentadas naquele período.
Thaís França afirma que a situação começou a mudar depois que a filha passou a ser acompanhada por uma profissional com registro de especialista em psiquiatria e por uma neuropsicóloga.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Alagoas.