O novo capítulo sobre a história de criação da Via Láctea
Há bilhões de anos, durante o processo de formação do que hoje é a Via Láctea, a galáxia em que reside a humanidade se fundiu com diversas outras formações espaciais, em especial outras galáxias menores.
Desses encontros, estrelas se formaram e passeiam até hoje no interior da Via Láctea, e foi a partir delas que um novo estudo publicado na Nature Astronomy identificou uma nova parte da história de formação da galáxia humana.
É comum que galáxias, durante seus processos de formação, se fundam com corpos menores, também chamados de galáxias anãs.
No caso da Via Láctea, diversas situações de fusão menos importantes já ocorreram, mas três grandes eventos marcam a história da galáxia.
O primeiro acontece logo de início, no período de sua formação.
A Via Láctea é uma galáxia com idade similar ao próprio universo conhecido, criado após o Big Bang há cerca de 13,8 bilhões de anos.
O primeiro grande “evento” acontece com o centro da galáxia em seus anos iniciais, que foi fundido com o passar do tempo com outras formações menores.
O segundo grande evento, e até pouco tempo o último confirmado, é o processo de fusão entre a Via Láctea, já maior, com a formação Gaia-Sausage-Enceladus, que adicionou bilhões de estrelas e corpos celestes ao que era a já existente galáxia humana.
Esse processo foi um dos maiores na história da galáxia e aconteceu há cerca de 10,5 bilhões de anos.
Continua após a publicidade O novo evento Apesar de toda a história já conhecida, o estudo da Nature avalia um novo capítulo dessa história.
Ao utilizar o Telescópio Espacial Hubble, os pesquisadores da Itália, Holanda, Espanha e EUA observaram 39 grupos de estrelas antigas, chamados de “agrupamentos globulares” (GCs).
Além do telescópio, a pesquisa também utilizou modelos estatísticos para determinar com precisão qual seria a idade e a composição química desses astros.
Continua após a publicidade O que forma eles, ou seja, suas composições químicas e idades, foram peça-chave para o estudo.
Através de análises feitas com base na Relação Idade-Metalicidade (AMR) — que relaciona a quantidade de metais pesados em uma estrela com sua idade — os pesquisadores puderam colocar um grupo de GCs que não pertenciam nem ao início da Via Láctea nem à fusão Gaia-Sausage-Enceladus em um novo espaço na linha do tempo da galáxia humana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.