Inadimplência no agronegócio dispara e chega a 20,74% na carteira da Caixa
A inadimplência na carteira de crédito voltada ao agronegócio da Caixa Econômica Federal disparou no intervalo de um ano e chegou a 20,74% em junho de 2026, segundo a apresentação de resultados do segundo trimestre divulgada pelo banco.
O índice, que considera operações com atraso superior a 90 dias, era de 7,02% em junho de 2025 e já havia alcançado 18,29% em março deste ano.
O avanço ocorre enquanto a Caixa mantém uma carteira de R$ 62,3 bilhões em crédito para o agronegócio, equivalente a uma alta de 3% em relação a junho de 2025.
No primeiro semestre deste ano, o banco contratou R$ 6 bilhões em operações para o setor, crescimento de 4,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior .
O aumento da inadimplência aparece também na classificação de risco da carteira.
De acordo com os dados apresentados pela instituição, o chamado ativo problemático do agronegócio (que reúne operações classificadas em situação de maior risco) passou de R$ 6 bilhões em junho de 2025 para R$ 17 bilhões em junho de 2026.
Em março, esse volume já estava em R$ 13 bilhões.
Na prática, o valor mais que dobrou em um ano, enquanto a carteira total do segmento ficou relativamente estável, passando de R$ 61 bilhões para R$ 62 bilhões no período.
A parcela classificada nos estágios 1 e 2, que somava R$ 55 bilhões em junho de 2025, caiu para R$ 46 bilhões um ano depois.
Pressão sobre a carteira - Os números mostram que a deterioração da qualidade do crédito no agronegócio foi mais intensa do que nos demais segmentos destacados pela Caixa.
Em junho, a inadimplência da carteira comercial estava em 9,32%, enquanto a imobiliária ficou em 1,45% e a de infraestrutura em apenas 0,03%.
O índice geral da Caixa terminou o mês em 3,64%.
O agronegócio também apresentou o maior avanço no chamado ativo problemático entre os segmentos apresentados.
No período de junho de 2025 a junho de 2026, o valor passou de R$ 6 bilhões para R$ 17 bilhões.
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