Clube histórico prepara cartada em oferta de quase R$ 1 bilhão por SAF
O Guarani e Roberto Graziano, proprietário do Grupo Magnum, já discutem um modelo de negócio para transformar o departamento de futebol do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A proposta, porém, ainda não foi apresentada integralmente aos conselheiros, e alguns pontos precisam ser esclarecidos antes de o projeto ser submetido à votação dos associados.O Conselho Deliberativo pretende levar uma série de ajustes para a reunião marcada para esta quinta-feira, 20, quando Graziano estará presente no Brinco de Ouro para discutir os termos da operação.Entre os principais temas que devem ser debatidos estão o valor total do negócio, o prazo de duração do contrato e o tratamento que será dado a compromissos assumidos pelo empresário em 2015, quando adquiriu o estádio do Guarani.A intenção dos conselheiros, no entanto, não é interromper as negociações.
Internamente, a avaliação é de que o encontro deve servir para aproximar as partes e abrir espaço para mudanças na proposta antes da assembleia de associados, marcada para 4 de setembro.Duração do contrato é um dos pontos em discussãoUm dos principais questionamentos do Conselho Deliberativo envolve o período de duração do acordo.Os termos discutidos inicialmente preveem um contrato de 20 anos, com possibilidade de renovação automática por mais 20.
Os representantes do Guarani querem esclarecer quais seriam as condições para uma eventual extensão e se a renovação implicaria mudanças ou aumento nas obrigações de investimento assumidas por Graziano.A questão é considerada relevante porque o prazo pode determinar a relação entre o clube associativo e o futuro controlador da SAF por até quatro décadas.Conselho quer rever valor da operaçãoO valor total da operação também deve voltar à pauta durante a reunião.A proposta inicialmente discutida gira em torno de R$ 750 milhões.
Desse total, aproximadamente R$ 400 milhões seriam destinados ao futebol ao longo de 20 anos, enquanto outros R$ 350 milhões seriam utilizados para o pagamento das dívidas do Guarani.O Conselho Deliberativo trabalha com a possibilidade de elevar os valores e aproximar a operação da marca de R$ 1 bilhão.
A intenção é apresentar essa posição a Graziano e discutir quais pontos podem ser alterados durante a negociação.
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