Trump envia acordo nuclear com Arábia Saudita ao Congresso, mas impõe condição para avanço
Trump com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou ao Congresso um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita.
O pacto, no entanto, só deverá avançar se o país árabe aderir aos Acordos de Abraão, segundo um funcionário do governo americano ouvido pela Reuters nesta terça-feira (25). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os Acordos de Abraão são tratados que normalizaram as relações entre Israel e países árabes.
A Arábia Saudita, no entanto, ainda não aderiu ao grupo.
O acordo nuclear permite que a Arábia Saudita desenvolva um programa de energia nuclear civil, incluindo o enriquecimento de urânio, segundo informações divulgadas anteriormente pelos jornais "New York Times" e "The Wall Street Journal".
O texto prevê a participação de empresas americanas no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita e terá validade de 30 anos.
A proposta enfrenta resistência de parlamentares dos Estados Unidos e de autoridades internacionais, preocupados com o risco de proliferação nuclear no Oriente Médio.
Críticos afirmam que permitir o enriquecimento de urânio pela Arábia Saudita pode estimular uma corrida nuclear na região e enfraquecer o discurso americano contra o programa nuclear do Irã.
Nesta reportagem você vai ver: O que diz o acordo? O que o acordo não diz? O acordo depende do quê para ser aprovado? Para que a Arábia Saudita quer um programa nuclear? Por que o governo americano quer ajudar o programa nuclear saudita? Por que o acordo preocupa? Qual a relação com o Irã? EUA fecha acordo nuclear com a Arábia Saudita; petróleo vai a US$ 95 O que diz o acordo? O texto cria uma base legal para a cooperação nuclear entre Estados Unidos e Arábia Saudita por 30 anos.
Ele abre caminho para que os americanos ajudem no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita e permite, em tese, a construção de uma instalação de enriquecimento de urânio no país.
Também garante prioridade às empresas dos EUA na disputa pelos contratos do programa nuclear saudita.
O que o acordo não diz? Até onde se sabe, o acordo não obriga os Estados Unidos a transferirem tecnologia de enriquecimento de urânio nem a construírem imediatamente uma usina desse tipo na Arábia Saudita.
O novo pacto também não inclui duas salvaguardas consideradas essenciais por especialistas: a cláusula conhecida como "padrão ouro", pela qual o país abriria mão de enriquecer urânio e de reprocessar combustível nuclear usado - de modo a evitar usos bélicos da substância; nem o Protocolo Adicional da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que amplia o poder de fiscalização dos inspetores internacionais.
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