Canadá impõe novas tarifas contra produtos norte-americanos em resposta a Trump
De acordo com o governo canadense, as medidas de resposta foram calculadas a partir dos dados comerciais de 2024 e atingem bens equivalentes a quase 4,5% das importações canadenses provenientes dos Estados Unidos.
Entre os itens que terão tarifa de 50% estão aço, alumínio, móveis e roupas. Produtos como queijo, eletrodomésticos e alguns tipos de frutos do mar terão cobrança de 25%, enquanto eletrônicos e ferramentas serão submetidos a uma taxa de 15%.
O ministro das Finanças canadense, François-Philippe Champagne, disse que “as tarifas de compensação, dólar por dólar e taxa por taxa, juntamente com um pacote de apoio de bilhões de dólares, protegerão trabalhadores, agricultores, famílias e empresas”, afirmou o ministro das Finanças canadense, François-Philippe Champagne.
Trump vem ampliando a tensão acadêmica contra o governo do Canadá, afirmando que considera renomear o Lago Ontário, que fica entre os dois países, para ‘Lago América’ flickr
Com o intuito de ajudar os trabalhadores e empresas canadenses pequenas e médias prejudicadas pelas novas barreiras comerciais, o governo canadense também apresentou um programa de assistência, que tem como objetivo resguardar as companhias canadenses, mas também elevar a pressão sobre o governo norte-americano antes das eleições de meio de mandato, previstas para 3 de novembro, conforme a ministra da Indústria, Melanie Joly.
Embora as novas tarifas de Washington alcancem aproximadamente 5% das exportações do Canadá para os Estados Unidos, especialistas em comércio avaliam que os efeitos podem ser expressivos em setores específicos que já atravessam dificuldades. A indústria madeireira, especialmente os fabricantes de armários de cozinha, está entre os segmentos mais vulneráveis.
Na manhã desta terça-feira (25/08), Trump ainda ameaçou alterar o nome do Lago Ontário, localizado na fronteira entre Canadá e Estados Unidos, para “Lago América”.
A Casa Branca e o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos não haviam respondido imediatamente aos pedidos de manifestação.
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